Segunda-feira, Maio 31, 2010
Meu olhar sobre a Índia (10)
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Deixe uma acha para a fogueira ou um contra fogo...0
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Domingo, Maio 30, 2010
Precisamos de muitos Robins dos Bosques
Convidado em representação do Sindicato dos Professores da Madeira, na sessão de encerramento
Das intervenções faço notar a denúncia, por Jerónimo de Sousa, da aplicação de mais impostos e da diminuição dos salários, que o secretário-geral do PCP disse ser uma «receita clássica do capitalismo». Eu diria que é uma receita de qualquer sistema opressor.
Quem já viu o (novo ou outro) filme sobre o Robin Hood (Robim dos Bosques), sabe que se não fosse a desmedida e injusta cobrança de impostos por parte do King John, com prejuízo para o povo e a nação, aquele herói não teria existido.
Saberão as pessoas que o aumento do IVA dos bens essenciais, aqueles que se vão buscar ao supermercado, de 5 para 6 por cento, significa um aumento de 20%?
Sabem as pessoas que o novo agravamento de impostos implica a perda, segundo é calculado, de um salário e meio por ano? Será que será bom para a dinamização da nossa economia?
Por que razão o Estado não fecha institutos inúteis e acaba com despesismos com boys e girls, carros pretos, despesas de representação, reformas milionárias, entre outros? Por que razão o corte vai para os salários de quem trabalha?
Das intervenções faço notar a denúncia, por Jerónimo de Sousa, da aplicação de mais impostos e da diminuição dos salários, que o secretário-geral do PCP disse ser uma «receita clássica do capitalismo». Eu diria que é uma receita de qualquer sistema opressor.
Quem já viu o (novo ou outro) filme sobre o Robin Hood (Robim dos Bosques), sabe que se não fosse a desmedida e injusta cobrança de impostos por parte do King John, com prejuízo para o povo e a nação, aquele herói não teria existido.
Saberão as pessoas que o aumento do IVA dos bens essenciais, aqueles que se vão buscar ao supermercado, de 5 para 6 por cento, significa um aumento de 20%?
Sabem as pessoas que o novo agravamento de impostos implica a perda, segundo é calculado, de um salário e meio por ano? Será que será bom para a dinamização da nossa economia?
Por que razão o Estado não fecha institutos inúteis e acaba com despesismos com boys e girls, carros pretos, despesas de representação, reformas milionárias, entre outros? Por que razão o corte vai para os salários de quem trabalha?
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Cerca de mil professores saíram à rua para dizer basta
image (c)
Uma resposta ao congelamento da carreira, e suas diversas e gravosas consequências, mas também à ideia que a culpa é dos sindicatos, por supostamente a concertação social criar obstáculos à governação (ou servir de álibi a essa governação)... e à forma apressada com que o partido governante veio divulgar a revisão do Estatuto da Careira Docente madeirense, num texto que ninguém conhece e nem se sabe se existe... Tudo para tentar desmobilizar os professores do plenário público/concentração da passada sexta-feira, 28 de Maio, junto à ALM.
Os professores não desmobilizaram e não desmobilizarão.
Uma resposta ao congelamento da carreira, e suas diversas e gravosas consequências, mas também à ideia que a culpa é dos sindicatos, por supostamente a concertação social criar obstáculos à governação (ou servir de álibi a essa governação)... e à forma apressada com que o partido governante veio divulgar a revisão do Estatuto da Careira Docente madeirense, num texto que ninguém conhece e nem se sabe se existe... Tudo para tentar desmobilizar os professores do plenário público/concentração da passada sexta-feira, 28 de Maio, junto à ALM.
Os professores não desmobilizaram e não desmobilizarão.
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Meu olhar sobre a Índia (9)
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Sábado, Maio 29, 2010
Tinha saudades tuas, Adolfo (3)
Novelos da Paixão, do novo álbum Pesadelo em Peluche
Recorde-se:
Tinha saudades tuas, Rodolfo (2)
Tinha saudades tuas, Rodolfo (1)
Primavera de Destroços
«A buganvília a tingir-se de vermelho trepando»
Recorde-se:
Tinha saudades tuas, Rodolfo (2)
Tinha saudades tuas, Rodolfo (1)
Primavera de Destroços
«A buganvília a tingir-se de vermelho trepando»
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Meu olhar sobre a Índia (8)
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Sexta-feira, Maio 28, 2010
Life is Fine por Rainer Ptacek, para evitar idas à farmácia
Life is Fine por Rainer Ptacek (1951 - 1997). Simplesmente intenso.
Life is Fine
(by Langston Hughes)
I went down to the river,
I set down on the bank.
I tried to think but couldn't,
So I jumped in and sank.
I came up once and hollered!
I came up twice and cried!
If that water hadn't a-been so cold
I might've sunk and died.
But it was Cold in that water! It was cold!
I took the elevator
Sixteen floors above the ground.
I thought about my baby
And thought I would jump down.
I stood there and I hollered!
I stood there and I cried!
If it hadn't a-been so high
I might've jumped and died.
But it was High up there! It was high!
So since I'm still here livin',
I guess I will live on.
I could've died for love
But for livin' I was born
Though you may hear me holler,
And you may see me cry
I'll be dogged, sweet baby,
If you gonna see me die.
Life is fine! Fine as wine! Life is fine!
Life is Fine
(by Langston Hughes)
I went down to the river,
I set down on the bank.
I tried to think but couldn't,
So I jumped in and sank.
I came up once and hollered!
I came up twice and cried!
If that water hadn't a-been so cold
I might've sunk and died.
But it was Cold in that water! It was cold!
I took the elevator
Sixteen floors above the ground.
I thought about my baby
And thought I would jump down.
I stood there and I hollered!
I stood there and I cried!
If it hadn't a-been so high
I might've jumped and died.
But it was High up there! It was high!
So since I'm still here livin',
I guess I will live on.
I could've died for love
But for livin' I was born
Though you may hear me holler,
And you may see me cry
I'll be dogged, sweet baby,
If you gonna see me die.
Life is fine! Fine as wine! Life is fine!
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Degradação sócio-laboral e profissional leva professores à rua
Henrique Monteiro/SPM (c)
A degradação sócio-laboral e profissional da docência é o tema forte do mais recente jornal PROF.
«Seja por via de "maldades" como o congelamento na carreira ou da aceitação pelas tutelas educativas de problemas como a indisciplina e a violência nas escolas, essa degradação é evidente. Os professores e educadores vivem-na, todos os dias, nas escolas. Conhecem-na e sentem-na melhor do que ninguém. Sofrem-na mesmo.
É chegada a altura de dizer basta e de fazer pressão no sentido de alterar o estado a que chegou a docência e a educação. Entalados entre várias espadas e a parede, os professores escolhem a luta. Por um ensino de qualidade e por resultados escolares que não nos envergonhem na Europa e no Mundo. Por um futuro melhor para o País.» (LER MAIS)
O plenário público de hoje pelo descongelamento da progressão na carreira, junto ao parlamento madeirense, é um desses momentos de luta, a que os professores não podem faltar.
A degradação sócio-laboral e profissional da docência é o tema forte do mais recente jornal PROF.
«Seja por via de "maldades" como o congelamento na carreira ou da aceitação pelas tutelas educativas de problemas como a indisciplina e a violência nas escolas, essa degradação é evidente. Os professores e educadores vivem-na, todos os dias, nas escolas. Conhecem-na e sentem-na melhor do que ninguém. Sofrem-na mesmo.
É chegada a altura de dizer basta e de fazer pressão no sentido de alterar o estado a que chegou a docência e a educação. Entalados entre várias espadas e a parede, os professores escolhem a luta. Por um ensino de qualidade e por resultados escolares que não nos envergonhem na Europa e no Mundo. Por um futuro melhor para o País.» (LER MAIS)
O plenário público de hoje pelo descongelamento da progressão na carreira, junto ao parlamento madeirense, é um desses momentos de luta, a que os professores não podem faltar.
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Meu olhar sobre a Índia (7)
Vivekananda Rock Memorial, em Kanyakumari, no ponto mais a sul da Índia (imagem captada a partir do barco)
Os lugares sagrados e de culto, seja em que lugar for do mundo, são iguais quanto à sua essência, independentemente da sua filosofia e dos seus rituais serem mais ou menos coloridos, mais ou menos exóticos. Porque a natureza/condição humana é a mesma, em qualquer ponto do planeta, que ainda por cima é muito pequeno (e cada vez mais pequeno, fruto da globalização).
As religiões, independentemente da opinião que se tenha sobre elas, destinam-se a contrariar a tendência natural do ser humano para o mal. A ideia de Jean-Jacques Rousseau que o «homem é bom por natureza» (bom-selvagem) e que a «sociedade [...] o corrompe» é um idealismo e uma ilusão.
A História da Humanidade está repleta de exemplos, ao nível micro ou macro, que desmentem essa ilusão do homem ser «bom por natureza» do filósofo francês, mesmo que a propensão para o mal não seja igual em todas as pessoas. Há seres humanos com melhor índole natural ou que conseguem aperfeiçoar-se (sublimar-se) ao longo da vida.
O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão encaram os dramas humanos como a vontade ou castigo de Deus. Para as religiões e filosofias orientais, os dramas humanos são uma consequência dos nossos actos presentes e passados.
Seja como for, sendo os dramas humanos consequência da vontade de Deus ou consequência dos actos de cada pessoa, o objectivo é o mesmo: convocar ou pressionar o ser humano à melhoria e a praticar boas acções.
Seja com medo do arbítrio (acção, castigo) de Deus ou com receio da reacção (consequências, efeitos, frutos, retorno) das nossas próprias acções, nesta vida (presente e futura) ou em próximas vidas (reencarnações), o ser humano que seja temente irá sentir-se compelido e pressionado, no sentido de ser virtuoso (agir bem e ser bom).
Nas religiões orientais coloca-se a ênfase no livre arbítrio, responsabilidade e consciência de cada pessoa, para ser melhor e praticar o bem, embora as consequências kármicas e nas vidas futuras (reencarnação) sejam, na prática, como que um castigo, uma penalização, por via do sofrimento, para quem insistir em fazer o mal.
No Judaísmo, no Cristianismo ou no Islão, coloca-se menos ênfase na autonomia, responsabilidade individual e livre arbítrio de cada pessoa, para conduzir a sua vida no sentido do bem. A pessoa é mais dirigida pela entidade divina, superior e exterior, que aplica as consequências a quem conduz uma vida que não seja virtuosa. Em última instância é condenado ao Inferno.
Numa palavra, está subjacente uma pedagogia do medo, seja o medo de consequências das nossas próprias acções ou de consequências por via do castigo directo de Deus.
Nos grandes objectivos, as religiões buscam todas o mesmo. Apenas as diferencia as formas ou métodos de chegar ao mesmo fim: reprimir a tendência natural do homem para o mal / más acções, induzindo o medo das consequências, e ajudá-lo a lidar com a inevitabilidade dos sofrimentos na vida e a morte.
Mas, não bastam as religiões para reprimir essa tendência natural do ser humano para o mal. Quem não temer o castigo divino ou as consequências kármicas, fica “livre” para a prática de más acções.
Assim, o homem, organizado em sociedade, teve de criar leis terrenas para reprimir e dar consequência às más acções. Todavia, as leis terrenas dos homens também não garantem consequência a todas as más acções humanas. O homem e o mundo são imperfeitos...
Os lugares sagrados e de culto, seja em que lugar for do mundo, são iguais quanto à sua essência, independentemente da sua filosofia e dos seus rituais serem mais ou menos coloridos, mais ou menos exóticos. Porque a natureza/condição humana é a mesma, em qualquer ponto do planeta, que ainda por cima é muito pequeno (e cada vez mais pequeno, fruto da globalização).
As religiões, independentemente da opinião que se tenha sobre elas, destinam-se a contrariar a tendência natural do ser humano para o mal. A ideia de Jean-Jacques Rousseau que o «homem é bom por natureza» (bom-selvagem) e que a «sociedade [...] o corrompe» é um idealismo e uma ilusão.
A História da Humanidade está repleta de exemplos, ao nível micro ou macro, que desmentem essa ilusão do homem ser «bom por natureza» do filósofo francês, mesmo que a propensão para o mal não seja igual em todas as pessoas. Há seres humanos com melhor índole natural ou que conseguem aperfeiçoar-se (sublimar-se) ao longo da vida.
O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão encaram os dramas humanos como a vontade ou castigo de Deus. Para as religiões e filosofias orientais, os dramas humanos são uma consequência dos nossos actos presentes e passados.
Seja como for, sendo os dramas humanos consequência da vontade de Deus ou consequência dos actos de cada pessoa, o objectivo é o mesmo: convocar ou pressionar o ser humano à melhoria e a praticar boas acções.
Seja com medo do arbítrio (acção, castigo) de Deus ou com receio da reacção (consequências, efeitos, frutos, retorno) das nossas próprias acções, nesta vida (presente e futura) ou em próximas vidas (reencarnações), o ser humano que seja temente irá sentir-se compelido e pressionado, no sentido de ser virtuoso (agir bem e ser bom).
Nas religiões orientais coloca-se a ênfase no livre arbítrio, responsabilidade e consciência de cada pessoa, para ser melhor e praticar o bem, embora as consequências kármicas e nas vidas futuras (reencarnação) sejam, na prática, como que um castigo, uma penalização, por via do sofrimento, para quem insistir em fazer o mal.
No Judaísmo, no Cristianismo ou no Islão, coloca-se menos ênfase na autonomia, responsabilidade individual e livre arbítrio de cada pessoa, para conduzir a sua vida no sentido do bem. A pessoa é mais dirigida pela entidade divina, superior e exterior, que aplica as consequências a quem conduz uma vida que não seja virtuosa. Em última instância é condenado ao Inferno.
Numa palavra, está subjacente uma pedagogia do medo, seja o medo de consequências das nossas próprias acções ou de consequências por via do castigo directo de Deus.
Nos grandes objectivos, as religiões buscam todas o mesmo. Apenas as diferencia as formas ou métodos de chegar ao mesmo fim: reprimir a tendência natural do homem para o mal / más acções, induzindo o medo das consequências, e ajudá-lo a lidar com a inevitabilidade dos sofrimentos na vida e a morte.
Mas, não bastam as religiões para reprimir essa tendência natural do ser humano para o mal. Quem não temer o castigo divino ou as consequências kármicas, fica “livre” para a prática de más acções.
Assim, o homem, organizado em sociedade, teve de criar leis terrenas para reprimir e dar consequência às más acções. Todavia, as leis terrenas dos homens também não garantem consequência a todas as más acções humanas. O homem e o mundo são imperfeitos...
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Quinta-feira, Maio 27, 2010
Vítor Constâncio, à grande e à portuguesa
Fixe. Sou o terceiro mais bem pago do mundo e ando por aí a dizer que é preciso curtar nos salários... dos outros
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«Só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália são mais bem pagos que Vítor Constâncio. O governador do Banco de Portugal, no cargo desde 2000, recebe cerca de 250 mil euros por ano. Ou seja, quase o dobro dos 140 mil euros que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke. As contas foram feitas no final do ano passado pelo "Jornal de Negócios" e indicam que Constâncio ganha 18 vezes o rendimento per capita de Portugal, um dos rácios mais elevados de todos os governadores analisados.» (Ler mais)
Quase o dobro do que ganha o homólogo americano, sem contar com todas as comodidades como despesas de representação etc tal... Agora compare-se a dimensão dos EUA com a dimensão de Portugal...
Uma vergonha.
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«Só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália são mais bem pagos que Vítor Constâncio. O governador do Banco de Portugal, no cargo desde 2000, recebe cerca de 250 mil euros por ano. Ou seja, quase o dobro dos 140 mil euros que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke. As contas foram feitas no final do ano passado pelo "Jornal de Negócios" e indicam que Constâncio ganha 18 vezes o rendimento per capita de Portugal, um dos rácios mais elevados de todos os governadores analisados.» (Ler mais)
Quase o dobro do que ganha o homólogo americano, sem contar com todas as comodidades como despesas de representação etc tal... Agora compare-se a dimensão dos EUA com a dimensão de Portugal...
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Meu olhar sobre a Índia (6)
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Quarta-feira, Maio 26, 2010
Pré-sintonizados
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«Conheço muito bem as estratégias conducentes ao pensamento único. Na Guiné, por exemplo, distribuíamos rádios pré-sintonizados. A população local não tinha hipótese de escutar outras mensagens. Ouviam música e a todo o momento, a palavra do governador.»
(Com que então...!)
O problema maior não é a pré-sintonização. É a malta gostar de ouvir a mesma mensagem, isto é, estar na mesma onda. Aliás, já está pré-sintonizada no cérebro, o sonho de qualquer governador omnipresente.
«Conheço muito bem as estratégias conducentes ao pensamento único. Na Guiné, por exemplo, distribuíamos rádios pré-sintonizados. A população local não tinha hipótese de escutar outras mensagens. Ouviam música e a todo o momento, a palavra do governador.»
(Com que então...!)
O problema maior não é a pré-sintonização. É a malta gostar de ouvir a mesma mensagem, isto é, estar na mesma onda. Aliás, já está pré-sintonizada no cérebro, o sonho de qualquer governador omnipresente.
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Meu olhar sobre a Índia (5)
Hindustan Ambassador, ainda e sempre em circulação. Imagem captada no sul da Índia, Kerala, cidade de Trivandrum.
«The grand old car of India was based on the Morris Oxford. The Amby has been in continious production since the late 1950s. Though the heydays of the car is long over when it was the preferred means of conveyance for the Indian bureaucracy and the political brass, there are some who still swear by it.» (LINK)
«The grand old car of India was based on the Morris Oxford. The Amby has been in continious production since the late 1950s. Though the heydays of the car is long over when it was the preferred means of conveyance for the Indian bureaucracy and the political brass, there are some who still swear by it.» (LINK)
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Terça-feira, Maio 25, 2010
Um number one a sério
Os number one também choram e isso não lhes retira nadinha, bem pelo contrário, só os engrandece. Mourinho é competente nas várias dimensões humanas. Um number one completo e a sério.
«O vídeo é da madrugada do último sábado e mostra o momento em que José Mourinho abandonava o Estádio Santiago Bernabéu, horas depois de lá se ter sagrado Campeão da Europa. O treinador português seguia numa viatura particular com a família, quando, optou por voltar a trás para se despedir do defesa Marco Materazzi, que esperava pela partida do autocarro que levaria a equipa ao aeroporto para a viagem de regresso a Milão.
A forma emocionada como Mourinho e o defesa, pouco utilizado nas últimas épocas, se despediram é a prova de como o treinador português consegue criar laços fortes entre todos os membros das suas equipas.» (Visão)
«O vídeo é da madrugada do último sábado e mostra o momento em que José Mourinho abandonava o Estádio Santiago Bernabéu, horas depois de lá se ter sagrado Campeão da Europa. O treinador português seguia numa viatura particular com a família, quando, optou por voltar a trás para se despedir do defesa Marco Materazzi, que esperava pela partida do autocarro que levaria a equipa ao aeroporto para a viagem de regresso a Milão.
A forma emocionada como Mourinho e o defesa, pouco utilizado nas últimas épocas, se despediram é a prova de como o treinador português consegue criar laços fortes entre todos os membros das suas equipas.» (Visão)
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Miscelânea,
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Meu olhar sobre a Índia (4)
Instantâneo num cruzamento da cidade de Thiruvananthapuram (Trivandrum), em que se vê um vendedor de tambores e atrás dele a simbologia comunista, num estado (Kerala) dominado por esta força político-ideológica.
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Segunda-feira, Maio 24, 2010
Meu olhar sobre a Índia (3)
Criança-pedinte no centro de Delhi, à porta de um McDonald's, que tem 16 milhões de pessoas (Portugal inteiro tem 11 milhões).
A população da Índia e as carências são imensas. Quem não consegue passar "indiferente" a essa realidade, bem como ao contraste entre os poucos ricos e os milhões de pobres, sofre com isso. A acção individual para ajudar alguns pobres é como uma gota no oceano, incapaz de alterar seja o que for. A paz social (e individual) é possível porque, quer se concorde quer não, a população aceita a sua condição como a ordem "natural" das coisas.
A população da Índia e as carências são imensas. Quem não consegue passar "indiferente" a essa realidade, bem como ao contraste entre os poucos ricos e os milhões de pobres, sofre com isso. A acção individual para ajudar alguns pobres é como uma gota no oceano, incapaz de alterar seja o que for. A paz social (e individual) é possível porque, quer se concorde quer não, a população aceita a sua condição como a ordem "natural" das coisas.
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Domingo, Maio 23, 2010
Tinha saudades tuas, Adolfo (2)
«Sinto o gume frio da navalha até ao osso»
O verso em legenda à fotografia de Adolfo Luxúria Canibal, voz da banda de culto Mão Morta, não é do novo Pesadelo em Peluche, mas sim do Primavera de Destroços, de 2001, que também venero e constitui, para mim, um dos discos mais marcantes da minha vida enquanto melómano.
O novo disco tem outras passagens memoráveis, como este «a morte não é mais do que uma predisposição para a horizontalidade».
No tema O Seio Esquerdo de R.P., com uma deliciosa (inebriante, como dirias tu Rodolfo) linha de baixo, podemos ler: «reconheci o seio esquerdo de r.p., a que a velocidade imprimia convulsões orgásticas de desconhecida intensidade, e as pernas roliças de a.m., em pujantes tesouradas de feroz carnalidade. lembravam uma colecção de fotografias pornográficas, encenadas como memórias seráficas de um pesadelo, com figuras iconográficas - vedetas televisivas, políticos conhecidos - em posições sáficas.»
Ou então, na faixa Metalcarne, «nas filas de veículos ao longo da auto-estrada, as mãos da minha amada afagam-me os testículos. oh deuses, valei-me na tontura! sentindo o pára-arranca com que avança o cortejo, cresce em mim um desejo que nem a morte estanca.»
Ou ainda os versos do tema Estância Balnear: «o ar morno e sufocante penetrava pela janela. toda a instância balnear, esmagada pela quentura, parecia estar deserta. concentrados à beira mar, muitos corpos escaldados estendidos uns sobre os outros como nacos de vianda nos balcões dos supermercados. mais um dia sem demanda neste enfado. mojito, champanhe, margarita para acordar. martini, daiquiri, caipirinha para embalar. pina colada, bloody mary para o deitar.»
Recorde-se:
Tinha saudades tuas, Adolfo (1)
O verso em legenda à fotografia de Adolfo Luxúria Canibal, voz da banda de culto Mão Morta, não é do novo Pesadelo em Peluche, mas sim do Primavera de Destroços, de 2001, que também venero e constitui, para mim, um dos discos mais marcantes da minha vida enquanto melómano.
O novo disco tem outras passagens memoráveis, como este «a morte não é mais do que uma predisposição para a horizontalidade».
No tema O Seio Esquerdo de R.P., com uma deliciosa (inebriante, como dirias tu Rodolfo) linha de baixo, podemos ler: «reconheci o seio esquerdo de r.p., a que a velocidade imprimia convulsões orgásticas de desconhecida intensidade, e as pernas roliças de a.m., em pujantes tesouradas de feroz carnalidade. lembravam uma colecção de fotografias pornográficas, encenadas como memórias seráficas de um pesadelo, com figuras iconográficas - vedetas televisivas, políticos conhecidos - em posições sáficas.»
Ou então, na faixa Metalcarne, «nas filas de veículos ao longo da auto-estrada, as mãos da minha amada afagam-me os testículos. oh deuses, valei-me na tontura! sentindo o pára-arranca com que avança o cortejo, cresce em mim um desejo que nem a morte estanca.»
Ou ainda os versos do tema Estância Balnear: «o ar morno e sufocante penetrava pela janela. toda a instância balnear, esmagada pela quentura, parecia estar deserta. concentrados à beira mar, muitos corpos escaldados estendidos uns sobre os outros como nacos de vianda nos balcões dos supermercados. mais um dia sem demanda neste enfado. mojito, champanhe, margarita para acordar. martini, daiquiri, caipirinha para embalar. pina colada, bloody mary para o deitar.»
Recorde-se:
Tinha saudades tuas, Adolfo (1)
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Meu olhar sobre a Índia (2)
Perto de Thiruvananthapuram (Trivandrum), no Estado mais ao Sul da Índia: Kerala. É dominado pelo partido comunista, tem 92.2% de literacia e 70% das pessoas vão para a Universidade. Por outro lado, as grandes indústrias não se instalam neste estado porque temem os conflitos socio-laborais. Não há pobreza extrema como noutras zonas da Índia.
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Number one
Times
É sempre bom ver um português destacar-se desta forma, seja em que área for, ao mais alto nível. Agora só quero vê-lo no Real Madrid com o madeirense Cristiano Ronaldo.
«He will be paid at least £10m a year after tax — the highest salary ever paid to a football manager.» (Times)
É sempre bom ver um português destacar-se desta forma, seja em que área for, ao mais alto nível. Agora só quero vê-lo no Real Madrid com o madeirense Cristiano Ronaldo.
«He will be paid at least £10m a year after tax — the highest salary ever paid to a football manager.» (Times)
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Johnny Guitar
Johnny Guitar (1954) é um western clássico, que nunca tinha visto antes ou não me recordo de alguma vez ter visto. A RTP2 mostrou-o este sábado
image copyrightJohnny: There's nothin' like a good smoke and a cuppa' coffee. You know, some men got the craving for gold and silver. Others need lotsa' land, with herds of cattle. And then there's those that got the weakness for whiskey, and for women. When you boil it all down, what does a man really need? Just a smoke and a cup of coffee.
Marshal Williams: And who are you?
Johnny: The name, sir, is Johnny Guitar.
Dancin' Kid: [Scornfully] That's no name!
Johnny: [Cooly] Anybody care to change it?
Vienna: I hired you to play the guitar, not insult my customers.
Johnny: Well, if these are your customers, I'm not so sure I'll take this job.
Vienna: That's pretty strong talk for a man who doesn't wear a gun.
_____
Dancin' Kid: I didn't get your name stranger.
Johnny: Guitar. Johnny Guitar.
Dancin' Kid: You call that a name?
Johnny: Care to try and change it?
_____
Dancin' Kid: I like you, Guitar Man. How'd you like to work for me?
Johnny: I wouldn't.
Dancin' Kid: Now all of a sudden I don't like you.
Johnny: Now that makes me real sad.
_____
Emma: I'm going to kill you.
Vienna: I know. If I don't kill you first.
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Sábado, Maio 22, 2010
Tinha saudades tuas, Adolfo (1)
foto miguel pedro / design gráfico andreia alves mendes
«É uma criatura incompreensível... um excelente rapaz... um grande artista...» (Loucura, Mário de Sá-Carneiro, Alma Azul, p.11)
Tinha saudades tuas, Adolfo.
Tinha saudades da tua voz declamada, sombria, alternativa... confortante.
Tinha saudades do mundo e do imaginário dos Mão Morta. Original, fora dos costumes e do convencional.
Ainda bem que existes Adolfo, a quebrar a quotidianidade, os brandos costumes e a convencionalidade das massas, neste Portugal à beira da bancarrota.
Adoro o novo Pesadelo em Peluche. E adoro estas antíteses, como a do título, porque a realidade é...
contraditória,
inexacta,
ambivalente,
ambígua,
relativa,
complexa,
paradoxal,
mesmo irracional.
Adolfo, tu expandes-me a existência.
Mão Morta, vocês elevam-me os níveis de serotonina.
Convosco sinto-me em casa.
Tenho vertigens, sinto-me embriagado.
Ou inebriado, como gostas de dizer, Adolfo.
Recorde-se:
Primavera de Destroços
«A buganvília a tingir-se de vermelho trepando»
«É uma criatura incompreensível... um excelente rapaz... um grande artista...» (Loucura, Mário de Sá-Carneiro, Alma Azul, p.11)
Tinha saudades tuas, Adolfo.
Tinha saudades da tua voz declamada, sombria, alternativa... confortante.
Tinha saudades do mundo e do imaginário dos Mão Morta. Original, fora dos costumes e do convencional.
Ainda bem que existes Adolfo, a quebrar a quotidianidade, os brandos costumes e a convencionalidade das massas, neste Portugal à beira da bancarrota.
Adoro o novo Pesadelo em Peluche. E adoro estas antíteses, como a do título, porque a realidade é...
contraditória,
inexacta,
ambivalente,
ambígua,
relativa,
complexa,
paradoxal,
mesmo irracional.
Adolfo, tu expandes-me a existência.
Mão Morta, vocês elevam-me os níveis de serotonina.
Convosco sinto-me em casa.
Tenho vertigens, sinto-me embriagado.
Ou inebriado, como gostas de dizer, Adolfo.
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Primavera de Destroços
«A buganvília a tingir-se de vermelho trepando»
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Sexta-feira, Maio 21, 2010
Meu olhar sobre a Índia (1)
Transporte público na cidade de Thiruvananthapuram (Trivandrum), Kerala (Estado mais ao Sul da Índia)
Índia também em dina s castro
Índia também em dina s castro
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Já roda
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Sexta-feira, Maio 14, 2010
Loucura, de Mário de Sá-Carneiro (1)
«O Amor? Pf... Mas que vem a ser o amor? Uma necessidade orgânica, nada mais. Para obrar, podemo-nos servir de um vaso de loiça; para amar precisamos de um recipiente de carne...»p8
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Terça-feira, Maio 11, 2010
A lei do mais forte
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Sábado, Maio 08, 2010
Deftones are back in full glory II

Deftones foram pioneiros na combinação de riffs pesados e vocalização mais intensa com passagens mais melódicas e etéreas. Sempre com uma atmosfera sombria associada.Apenas não conheço o álbum de há quatro anos, Saturday Night Wrist, que antecedeu o novo que aí está, Diamond Eyes. Enquanto este não chega ao leitor, há muito material para recordar. O Around the Fur e Deftones já andavam a rodar há uns tempos.
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Quinta-feira, Maio 06, 2010
Deftones are back in full glory
Na lista prioritária de aquisições. O disco está a ser extremamente bem recebido e os dois novos temas disponibilizados no myspace da banda, "diamond eyes" e "rocket skates", são divinais. Há quem diga mesmo que estão melhores do que nunca, mesmo em comparação com a época do celebrado White Pony. Caem-me as novas músicas na alma num momento propício, como chuva no deserto. A cada qual o seu ópio... Para dose revitalizante completa seria estar no concerto no dia 8 de Maio, em Lisboa...
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Domingo, Maio 02, 2010
De volta ao cantinho do céu
Um regresso possível, via comemorações do 1º de Maio no FunchalEm época de crise, que ninguém sabe quando vai acabar, os trabalhadores vivem tempos difíceis. Apesar de ontem a moldura humana ter sido apreciável nas ruas e no Jardim Municipal, é preciso sempre situá-la no contexto social e cultural madeirense. Caso contrário, são sempre demasiado poucos aqueles que descem à rua para mostrar o seu descontentamento e lutar por melhores condições de vida.
Os professores são um caso paradigmático. Estão há cinco anos sem progressão na Região e não há muito optimismo que a situação se altere nos próximos tempos, depois da devolução à Assembleia Legislativa da Madeira do diploma que alterava o ECD regional. O Governo nem precisa de fazer nada para desmotivar a constestação dos professores porque a auto-censura e a auto-inacção são suficientes. Em Portugal continental haveria há muito uma forte constestação dos professores e não apenas das estruturas sindicais.
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