«Alguém tem de se manter calmo neste manicómio» G. K. Chesterton
Um momento histórico no arquipélago da Madeira. Numa iniciativa da sociedade civil, a manifestação da opinião dos cidadãos no sentido de ser removido o aterro junto ao cais do Funchal, bem como recordar as vítimas do 20 de Fevereiro (minuto de silêncio às 18h30).
Não foi preciso gritar. Mais de um milhar de cidadãos presentes limitaram-se a dar as mãos, símbolo de união e acção pacífica. Foi tomada uma posição, democraticamente.
“O objectivo do cordão está alcançado, agora o verdadeiro objectivo é tentar tirar o aterro daqui”, afirmou o promotor da iniciativa, Miguel Sá, ao
Diário de Notícias. Segundo os organizadores enquanto houver vontade dos cidadãos haverá protesto, noticia o referido jornal online.
Os decisores políticos têm agora a palavra. Não deverão com certeza, de algum modo ou em alguma escala, transformar o aterro numa espécie de Praça Tahir...
VÍDEO
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Deolinda denunciam a triste realidade da precariedade e do desemprego, mas que não atinge apenas os licenciados ou uma geração. |
Que Parva que Eu Sou
Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
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Audío
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Diplomados precários mais do que duplicaram em dez anos
(sem esquecer os precários e desempregados não diplomados)