«And some people say that it's just rock 'n' roll. Oh but it gets you right down to your soul» NICK CAVE

terça-feira, agosto 15, 2006

23. Alegado lapso da revista Atlantis III: publicidade institucional no artigo "O Éden pintado de azul e verde"

No artigo O Éden pintado de azul e verde, integrado nos "Olhares Cruzados" sobre Zagreb e Madeira, publicado na revista Atlantis Maio-Junho 2006 - em que foi esquecida a expressão "ainda que já bastante intervencionados" na versão do texto em inglês (ver posts anteriores) -, está patente a seguinte publicidade institucional, no que toca à Madeira:




- Instituto de Gestão de Fundos Comunitários (www.ifc-madeira.gov.pt): projecto da Biblioteca e Arquivo da Região Autónoma da Madeira. Pub 1/2 página.










- Madeira Story Centre (www.storycentre.com). Pub 1/2 página.








- Parque Temático da Madeira (www.parquetematicodamadeira.pt). Pub 1 página.









- Grutas e Centro do Vulcanismo de São Vicente (www.grutasecentrodovulcanismo.com). Pub 1/2 página.









- Centro de Ciência Viva Porto Moniz (www.ccvportomoniz.com). Pub 1/2 página.





- Porto Bay Hotels & Resorts (www.portobay.com). Pub 1 página.

logos: copyright (c) todos os direitos reservados às respectivas marcas/empresas/instituições

sábado, agosto 12, 2006

22. Alegado lapso da revista Atlantis II


Copyright (c) Revista Atlantis, Ano XXVI, nº 3, Maio-Junho 2006, artigo: «O "Éden" pintado de azul e verde» (nota: sublinhados no texto do Olho de Fogo)

Episódio na revista da TAP
Alegado lapso pela revista Atlantis

21. Alegado lapso pela revista Atlantis

Atlantis, a revista bilingue da TAP, em cuja edição de Maio-Junho 2006 ocorreu o episódio da frase desaparecida na versão em inglês. (Imagem: Copyright (c) Revista Atlantis, Ano XXVI, nº 3, Maio-Junho 2006)

Depois de um contacto em Maio, sem resposta, e de um segundo contacto, já neste Agosto, foi este o esclarecimento prestado pela revista Atlantis:

«[V]imos informar que a referida frase "ainda que já bastante intervencionados" não foi , por lapso, traduzida, situação que lamentamos.»
Os responsáveis referem ainda que a «falha» ocorreu apesar do «artigo bem como a edição em geral» terem sido «preparados e produzidos com grande dedicação da equipa.»

Recordamos os factos:

«Para os que acordam inflamados pelo mar sugere-se uma ida ao Jardim do Mar, Lugar de Baixo ou Fajã da Areia, surf spots reconhecidos nacional e internacionalmente, ainda que já bastante intervencionados.» (p 74).

Na versão do texto em inglês lê-se apenas uma parte:
«Those who awake ready to brave the waves should head off to Jardim do Mar, Lugar de Baixo ou Fajã da Areia, nationally and internationally recognized surfing spots.»
A última parte da frase, «ainda que já bastante intervencionados», caiu da versão em Inglês.

Episódio na revista da TAP

20. Crise, confirma-se

Sob o título Queixa na ONU contra o Estado, a notícia do semanário Notícias da Madeira confirma, só por si, a chegada da crise à Região. Se não fosse deveras aflitiva a situação da Madeira, não se chegaria ao esoterismo da ameaça e da materialização de tal artigo. Torna patente ainda a falta de argumentos e de estratégia para dar a volta à crise.

Dá-se conta que «o PSD/Madeira está a preparar um dossier para ser entregue na ONU com o intuito de acabar com “as ofensivas contra a Região”. Munindo-se dos mecanismos legais para apresentar a queixa, os sociais-democratas pretendem dar a conhecer que "a Região está a ser espezinhada e a vontade do seu povo não está a ser respeitada pelo Estado português", segundo fonte partidária.»

sexta-feira, agosto 11, 2006

19. Modelo finlandês da Madeira

Se estamos à frente nas ideias e nos projectos, por que continuamos atrás nas notas? Não é a educação, o conhecimento e a qualidade dos recursos humanos que fazem a diferença no mundo de hoje e tornam uma economia produtiva?

«Foi na Região que se registaram os piores resultados do país no exame de Matemática do 9º ano.
Nos exames nacionais do 12º ano, foi nesta disciplina que os alunos da Região tiveram pior aproveitamento, com uma média regional que não ultrapassou os 57.5 valores (numa escala de 1 a 200). Em termos nacionais, esta foi a segunda pior média.»

(Diário de Notícias da Madeira: 18 Janeiro 2006)

«A média de notas alcançadas ao nível regional pelos alunos que realizaram os exames relativos aos programas novos de Física e Química voltaram a manter-se este ano abaixo das médias nacionais, quer na primeira, quer na segunda fase.»
(Jornal da Madeira: 11 Agosto 2006)

Estes excertos de duas notícias nos jornais da Região expõem uma realidade. E em vez de encarar-se essa realidade e o facto dos nossos resultados escolares ficarem aquém da média (!) nacional, está-se sempre a insistir que somos um povo «superior» e que, na Educação, estamos à frente. O optimismo é importante, mas a ilusão que tudo está bem, ao contrário do ideal e da utopia, não constitui incentivo nem indica caminhos para melhorar.

A respeito da introdução das áreas de educação física e de inglês no 1º Ciclo ao nível nacional, Paulo Fernandes escreveu: «nem Gaia, pela mão de Luís Filipe Menezes, foi a "progenitora" deste projecto, nem tão-pouco Sócrates e a sua ministra da (des)Educação foram os "master mind" de tal ideia. Com um pouco mais de atenção teriam, por certo, constatado que uma pequena região do seu pequeno país já desenvolve um (grande) projecto semelhante há longa data. Esta data ultrapassa as duas décadas. Pois é! O governo regional há muito incluiu estas áreas temáticas na prática diária dos jovens estudantes do 1º ciclo(Diário de Notícias da Madeira: 5 Agosto 2006)

Pois, a Escola a Tempo Inteiro e a introdução pioneira, à "finlandesa", dessas áreas tem 10 anos. E os resultados?

Se, como o referido articulista afirma, «algumas ideias que agora começam a vingar no "rectângulo" já estão cimentadas por cá e com uma abrangência ímpar», como se explica que a qualidade dos nossos estudantes não se tenha elevado de forma significativa nos resultados da avaliação? Como se explica que fiquemos atrás da média nacional?

De que serve reinvidicarmos que o modelo finlandês - aquele que inspirou José Sócrates - é seguido na Madeira? Com que resultados? Que melhores competências e qualidades efectivas têm os jovens da Madeira? Se estamos à frente nos projectos, nas ideias, por que continuamos atrás nas notas?

18. Francis Obikwelu: o orgulho português também passa por ti

Já que alguém se incomodou tanto com as brilhantes vitórias de Francis Obikwelu, ver comentário no post anterior, não há como replicar as imagens para reforçar e celebrar algo que nenhum português alcançara até hoje.
Contra factos não há argumentos. E muito menos argumentos insanos de carácter xenófobo e fascista, que Francis Obikwelu arrasa à velocidade e com a elegância com que corre 100 ou 200 metros.
Felizmente, a Civilização e a Humanidade evoluíram. Não há maneira de voltar à Idade das Trevas por mais saudosismos que existam.
Parabéns Francis Obikwelu. O orgulho português também passa por ti.

quinta-feira, agosto 10, 2006

17. Francis Obikwelu medalha de ouro também nos 200

A dobradinha nos 100 e nos 200 é um feito raro e Francis Obikwelu conseguiu-o.

16. Pedido de esclarecimento à revista Atlantis sem resposta

Em 2 de Agosto foi enviada uma 2ª via da missiva de Maio último aos responsáveis pela revista de bordo da TAP:

From: nelio de sousa
Mailed-By: gmail.com
To: atlantis@tap.pt
Date: 24-May-2006 13:09
Subject: Exma Sra Directora: texto sobre a Madeira - Atlantis Maio-Junho 2006

Exma sra Directora da revista Atlantis,

Numa passagem de um texto sobre a Madeira, publicado na revista bilingue da TAP, Atlantis, edição Maio - Junho 2006, lê-se o seguinte: «Para os que acordam inflamados pelo mar sugere-se uma ida ao Jardim do Mar, Lugar de Baixo ou Fajã da Areia, surf spots reconhecidos nacional e internacionalmente, ainda que já bastante intervencionados.» (p 74). Na versão do texto em inglês lê-se apenas uma parte: «Those who awake ready to brave the waves should head off to Jardim do Mar, Lugar de Baixo ou Fajã da Areia, nationally and internationally recognized surfing spots.» A última parte da frase, «ainda que já bastante intervencionados», caiu da versão em Inglês. Por curiosidade, gostaria que V. Excia me pudesse dizer algo sobre a razão do sucedido.
Obrigado pela atenção.
Com os melhores cumprimentos,
nelio de sousa

Recorde-se aqui o Episódio na revista da TAP

terça-feira, agosto 08, 2006

15. Francis Obikwelu medalha de ouro com 9.99

Recorde Europeu: 9.86 (Atenas 22.Agosto.2004)
Recorde do Campeonato Europeu. 9.99 (Gotemburgo 08.Agosto.2006)
O que disse a BBC:
«Obikwelu storms to 100m triumph
Portugal's Francis Obikwelu was crowned European 100m champion after blitzing the rest of the field in Gothenburg. Obikwelu, the Olympic silver medallist, was last out of the blocks but came through in fine style to take gold in a championship best 9.99 seconds.
"Now I have my own 100 metres European gold medal," said Obikwelu.
"After the silver in Munich, I wanted this gold in Gothenburg badly. In my head, it is still the silver medal that I won in Munich.
"I feel on top of the world. This is a great day for me - I've been working four years for this."»

14. Diferenciar a SOLIDARIEDADE - definição actualizada na Madeira


Solidariedade ONE WAY (mercantil): interdependência, reciprocidade, apoio e cooperação em tudo, excepto em questões que envolvam dinheir€.


Solidariedade TWO WAY (regular): interdependência, reciprocidade, apoio e cooperação em tudo, absolutamente em tudo, incluindo em questões que envolvam dinheir€.

segunda-feira, agosto 07, 2006

13. Artificial como o Jet Bronze Spray

Onde mora o exotismo e a autenticidade? Que infelicidade a imagem da Calheta ser uma artificialidade... como se o concelho não tivesse nada bonito, exótico e autêntico para servir de imagem e orgulho. (Fotografia: buzico.no.sapo.pt)

No post Turista procura exotismo (autenticidade natural e cultural) e não sofisticação (cimento e artificialização) abordou-se o problema que se está a criar ao comprometer o exotismo do destino Madeira. O exotismo natural e genuíno da ilha, não o "exotismo" fabricado, de que a praia artificial da Calheta é exemplo paradigmático. Veja-se ainda o post Fim de ciclo sobre o que disse Virgílio Pereira, recentemente, sobre o cuidado ambiental e o turismo na Madeira.

Bem visível a partir do Centro de Artes, onde trabalhou muitos dias na montagem da sua exposição deste ano, o artista Rigo pôde apreciar e pensar no caso de demasiada artificialização e sofisticação que é a praia da Calheta. Artificial como o serviço Jet Bronze Spray que oferece para que, artificialmente, os banhistas que lá vão arranjem um bronzeado tão artificial como o local.

Em entrevista ao Tribuna da Madeira, em 20 de Janeiro de 2006, Rigo afirma que a sua «maior preocupação incide mais sobre a parte natural da Madeira. Por exemplo, acho que estão a ser feitas coisas sobre as quais seria necessário reflectir. Já houve centenas de gerações a viver nesta ilha e nenhuma tem o direito de alterar totalmente o que vai herdar a geração seguinte. A Madeira não é um sítio plano nem de praias de areia, temos de aceitar as características que a ilha tem, sem as artificializar

No post «O que a Natureza dá não precisa ser feito» já abordámos o assunto, mas podem ser articuladas mais umas ideias, motivadas pela notícia de hoje no Diário.

Como dizia alguém há tempos, a praia artificial de areia amarela da Calheta é também um caso de pretenciosismo e de novo-riquismo. Além de servir para proteger o hotel construído em cima do calhau, como qualquer um pode ver.

Hoje o Diário de Notícias traz mais uma notícia sobre a referida praia. Diz-se que a «praia da Calheta continua a atrair milhares de banhistas e tornou-se a "imagem" do concelho no Verão.» Que infelicidade a imagem da Calheta ser uma artificialidade... como se o concelho não tivesse nada bonito, exótico e autêntico para servir de imagem e orgulho.

O Olho de Fogo vai cometer uma inconfidência, mas quando o famoso escritor e pedagogo brasileiro Rubem Alves visitou a Calheta em Maio último, depois de ter passado pelo centenário Engenho de cana-de-açúcar naquela vila, desceu até à marginal. Quando viu a praia artificial exclamou o seguinte: «mas é horrível!»

A praia artificial da Calheta não só caminha em sentido contrário ao património natural como aposta no mainstream, no turismo de massas, o tal turismo pé-descalço, que supostamente não seria o turismo que interessaria à Madeira.

Não admira que seja «quase unânime entre os banhistas» que a Calheta «tem uma das melhores praias da Região». O turismo regional mais popular e novo-rico pensa mais no comodismo da sofisticação do que na autenticidade. E se aliarmos a isto a gratuitidade da praia, está tudo dito. Gratuitidade que mais tarde ou mais cedo acabará, como a notícia do Diário deixa perceber e começa a preparar: «o que, diga-se em abono da verdade, nos dias que correm começa a ser uma raridade.» A manutenção de uma estrutura artificial destas tem custos e os tempos de crise estão aí. Veremos se a mesma opinião é unânime quando os banhistas começarem a pagar entradas, além do estacionamento, da espreguiçadeira e demais serviços.

domingo, agosto 06, 2006

12. Vídeo Regional ilustra e reforça argumentos da Save the Waves

A meia-"verdade das imagens" não é novidade nenhuma há anos - até o Jornal da Madeira e o presidente do Governo Regional já o sabiam em Novembro de 2003 - e constitui prova do que sempre foi dito: comprometeram-se as condições únicas da onda grande do Jardim do Mar.

Num post anterior, A tese bairrista II (onde mora a "verdade das palavras"?), já tinha sido desmontado o falso argumento da "verdade" neste vídeo. Mas nunca é demais reforçar os factos e expor a tentativa de manipulação com meias-verdades. (Um comentário naquele post chama ainda a atenção para o seguinte sobre o produtor do vídeo: «Rui Martins [Rumavideo] é só cunhado de AJJ»).
O vídeo das meias-verdades está alojado na página electrónica do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, veja aqui, e constitui uma tentativa de mistificar a realidade que o próprio vídeo mostra, procurando responder ao filme da Save the Waves, "Lost Jewel of the Atlantic". Por isso, apareceu também alojado aqui, precisamente num site onde a Save the Waves tornou público o trailer sobre o filme-documentário: reveja o aperitivo para o Lost Jewel.

Vamos testar as "verdades"

PRIMEIRA PARTE
Olho de Fogo purifica propaganda:

1. Os surfistas sabem ler muito bem estas imagens no vídeo divulgado há uns meses. Só os leigos pensam que as ondas não foram atingidas, que estão iguais como antes. Tem a vantagem de mostrar imagens aéreas da Grande Muralha. Os surfistas sabem também ler estas imagens, isto é, o impacto de uma construção destas. E a banda sonora do filme (alguém ligado ao surf jamais escolheria tal banda sonora...) é muito grave e séria, mesmo sombria e ameaçadora, como são os cubos Antifer da grande muralha para o surfista mostrado a surfar. Até o efeito backwash é visível no vídeo, como o cuidado do surfista a saltar da onda quando se aproxima da costa, não vá ir pelos cubos Antifer adentro.
Há verdades em que não há volta a dar. A ondas estão no mesmo sítio, não poderiam fugir, mas as condições únicas da big wave da Ponta Jardim, o outrora chamado Hawai europeu, passaram à história. E não há imagens que o possam negar. Aliás, elas confirmam-no.

2. Já em Novembro de 2003 o presidente do Governo Regional tinha dito «afinal, há surf no Jardim do Mar», num artigo de opinião. Deveria dizer-se, afinal, já não há o mesmo surf no Jardim do Mar...
Alguns dias depois, no final do mesmo mês, o Jornal da Madeira fez algumas notícias nesse sentido. Numa delas citam-se surfistas (a necessária "verdade das palavras"): «Fazer “surf” não é impossível, mas é mais complicado». Reconhece-se que «antes eram excelentes» ou que «antes as ondas rebentavam junto à costa, agora estas rebentam junto aos quebra-mares», o que «se torna muito perigoso». «Por outro lado, entendem que é mais difícil sair da água», porque a «colocação dos quebra-mares e a construção da muralha afectam em parte a prática deste desporto.»
Mais palavras para quê? Estas são a verdade das palavras de surfistas escritas pelo Jornal da Madeira de 29 de Novembro de 2003. Que o vídeo esconde e passa por cima. Como se tudo estivesse como dantes. Como se as condições únicas da onda famosa da Ponta Jardim não tivessem sido comprometidas. Percebe-se que foram leigos que fizeram o vídeo.

3. Ignora-se que o que esteve sempre em causa foi, note-se, o comprometer e destruir as condições únicas das grandes ondas do Jardim do Mar. Nunca acabar completamente com a existência das ondas. Bem ou mal iriam sempre existir ondas, como é óbvio. E nunca ninguém disse que não se podia fazer surf. Surf único (de Reis, no Hawai europeu que era o Jardim do Mar) como antes, esse está comprometido, mas é possível fazer surf com muitas restrições: num espaço de tempo bem mais curto (maré baixa, porque a onda fica mais distante da protecção e dos cubos Antifer) e elevada perigosidade por causa desses cubos de cimento da protecção à estrada/promenade. E é muito mais raro agora fazer-se lá surf.
As condições únicas, que tornavam únicas estas ondas no Mundo e levaram o nome do Jardim do Mar e da Madeira a todo o lado, foram de facto comprometidas. Ninguém dá a volta a isto.

SEGUNDA PARTE
Pedro Bicudo
, professor de Física do Instituto Superior Técnico de Lisboa, testa cientificamente as "verdades" (vide Verdade das palavras abalizadas II):

1. A ideia que o surf continua igual no Jardim do Mar (Ponta Jardim) tem sido vendida, mas a realidade é confirmada de viva voz pelos surfistas. Pedro Bicudo é mais uma voz abalizada a colocar verdade nas palavras. «Ainda se consegue "fazer lá surf, mas em muito piores condições. É como se tivessem decidido tapar metade do campo de futebol do Estádio dos Barreiros. Se o fizessem, este recinto desportivo apenas passaria a servir para treinos e não para jogos de futebol". E é "isso que se está a passar actualmente no Jardim do Mar ou no Lugar de Baixo: treinos."»
Pois, as tais condições únicas do Hawai europeu foram cano abaixo. As ondas não fugiram, mas estão comprometidas as condições únicas. «Antes eram das melhores ondas do mundo, agora são umas ondas banais. E se continuarem a fazer obras se calhar desaparecem», sublinha Pedro Bicudo.
Por isso, «perdeu-se o seu valor [das ondas] naqueles locais, pois já não podem, por exemplo, acolher campeonatos nem as estruturas turísticas que acompanham esses eventos desportivos.»

2. A onda do Jardim do Mar (Ponta Jardim) era a onda emblemática, como nota Pedro Bicudo, que servia de grande cartaz e de atractivo aos surfistas. E o que fazia da Madeira única a este nível foi comprometido, apesar de todos os alertas e propostas de compromisso para evitar, ao menos, que a estrada/promenade do Jardim do Mar tivesse de entrar mar adentro (um dia destes será clara mais alguma razão da insistência no radicalismo de tal intervenção, de ter ido para cima do mar, de ter tomado toda a praia de calhau e consquistado umas dezenas de metros ao mar... aguarde-se pacientemente, não tarda. Já existem projectos.)

TERCEIRA PARTE
Outros testam as "verdades"
no próprio youtube.com:

1. «This is a good example of how backwash from the seawall changed the quality of the wave. The new-found interest in surfers opinions is curious. Are we no longer 'barefoot tourists' and drug addicts? Is Alberto re-stating his previous position?» (beetleswamp)

2. «The Madeiran propaganda machine just keeps on churning out the BS! I have surfed Jardim for 12 years, and can tell you that it is nowhere near the quality of the wave it once was. Even on the best of days (which this obviously was) you can see the backwash coming from the new wall. We made the film BECAUSE we love the village and the people in it. The villagers are sad that this wall has compromised the village's beauty, and taken away the world-famous surfing wave which they were proud of. (willhenryjardim)

3. «The Lost Jewel film never states that the wave doesn't break anymore, just that the quality has been compromised as a result of the seawall, and that the wave is only really surfable at low tide now. This video further proves that, as it shows marginal surf on one of the "better" days since the construction. See "The Lost Jewel of the Atlantic" and get the full story.» (dlatour)

4. «The response video from the gov of Madeira only proves the statement of the doc. It is clear from these images that the place is now too dangerous to surf in ideal conditions. The wave brakes far too close to the wall. Not to mention it completely disrupted the aesthetics of the small village!» (andreloja)