segunda-feira, maio 31, 2010
domingo, maio 30, 2010
Precisamos de muitos Robins dos Bosques
Convidado em representação do Sindicato dos Professores da Madeira, na sessão de encerramento
Das intervenções faço notar a denúncia, por Jerónimo de Sousa, da aplicação de mais impostos e da diminuição dos salários, que o secretário-geral do PCP disse ser uma «receita clássica do capitalismo». Eu diria que é uma receita de qualquer sistema opressor.
Quem já viu o (novo ou outro) filme sobre o Robin Hood (Robim dos Bosques), sabe que se não fosse a desmedida e injusta cobrança de impostos por parte do King John, com prejuízo para o povo e a nação, aquele herói não teria existido.
Saberão as pessoas que o aumento do IVA dos bens essenciais, aqueles que se vão buscar ao supermercado, de 5 para 6 por cento, significa um aumento de 20%?
Sabem as pessoas que o novo agravamento de impostos implica a perda, segundo é calculado, de um salário e meio por ano? Será que será bom para a dinamização da nossa economia?
Por que razão o Estado não fecha institutos inúteis e acaba com despesismos com boys e girls, carros pretos, despesas de representação, reformas milionárias, entre outros? Por que razão o corte vai para os salários de quem trabalha?
Das intervenções faço notar a denúncia, por Jerónimo de Sousa, da aplicação de mais impostos e da diminuição dos salários, que o secretário-geral do PCP disse ser uma «receita clássica do capitalismo». Eu diria que é uma receita de qualquer sistema opressor.
Quem já viu o (novo ou outro) filme sobre o Robin Hood (Robim dos Bosques), sabe que se não fosse a desmedida e injusta cobrança de impostos por parte do King John, com prejuízo para o povo e a nação, aquele herói não teria existido.
Saberão as pessoas que o aumento do IVA dos bens essenciais, aqueles que se vão buscar ao supermercado, de 5 para 6 por cento, significa um aumento de 20%?
Sabem as pessoas que o novo agravamento de impostos implica a perda, segundo é calculado, de um salário e meio por ano? Será que será bom para a dinamização da nossa economia?
Por que razão o Estado não fecha institutos inúteis e acaba com despesismos com boys e girls, carros pretos, despesas de representação, reformas milionárias, entre outros? Por que razão o corte vai para os salários de quem trabalha?
Cerca de mil professores saíram à rua para dizer basta
image (c)
Uma resposta ao congelamento da carreira, e suas diversas e gravosas consequências, mas também à ideia que a culpa é dos sindicatos, por supostamente a concertação social criar obstáculos à governação (ou servir de álibi a essa governação)... e à forma apressada com que o partido governante veio divulgar a revisão do Estatuto da Careira Docente madeirense, num texto que ninguém conhece e nem se sabe se existe... Tudo para tentar desmobilizar os professores do plenário público/concentração da passada sexta-feira, 28 de Maio, junto à ALM.
Os professores não desmobilizaram e não desmobilizarão.
Uma resposta ao congelamento da carreira, e suas diversas e gravosas consequências, mas também à ideia que a culpa é dos sindicatos, por supostamente a concertação social criar obstáculos à governação (ou servir de álibi a essa governação)... e à forma apressada com que o partido governante veio divulgar a revisão do Estatuto da Careira Docente madeirense, num texto que ninguém conhece e nem se sabe se existe... Tudo para tentar desmobilizar os professores do plenário público/concentração da passada sexta-feira, 28 de Maio, junto à ALM.
Os professores não desmobilizaram e não desmobilizarão.
sábado, maio 29, 2010
sexta-feira, maio 28, 2010
Life is Fine por Rainer Ptacek, para evitar idas à farmácia
Life is Fine por Rainer Ptacek (1951 - 1997). Simplesmente intenso.
Life is Fine
(by Langston Hughes)
I went down to the river,
I set down on the bank.
I tried to think but couldn't,
So I jumped in and sank.
I came up once and hollered!
I came up twice and cried!
If that water hadn't a-been so cold
I might've sunk and died.
But it was Cold in that water! It was cold!
I took the elevator
Sixteen floors above the ground.
I thought about my baby
And thought I would jump down.
I stood there and I hollered!
I stood there and I cried!
If it hadn't a-been so high
I might've jumped and died.
But it was High up there! It was high!
So since I'm still here livin',
I guess I will live on.
I could've died for love
But for livin' I was born
Though you may hear me holler,
And you may see me cry
I'll be dogged, sweet baby,
If you gonna see me die.
Life is fine! Fine as wine! Life is fine!
Life is Fine
(by Langston Hughes)
I went down to the river,
I set down on the bank.
I tried to think but couldn't,
So I jumped in and sank.
I came up once and hollered!
I came up twice and cried!
If that water hadn't a-been so cold
I might've sunk and died.
But it was Cold in that water! It was cold!
I took the elevator
Sixteen floors above the ground.
I thought about my baby
And thought I would jump down.
I stood there and I hollered!
I stood there and I cried!
If it hadn't a-been so high
I might've jumped and died.
But it was High up there! It was high!
So since I'm still here livin',
I guess I will live on.
I could've died for love
But for livin' I was born
Though you may hear me holler,
And you may see me cry
I'll be dogged, sweet baby,
If you gonna see me die.
Life is fine! Fine as wine! Life is fine!
Degradação sócio-laboral e profissional leva professores à rua
Henrique Monteiro/SPM (c)
A degradação sócio-laboral e profissional da docência é o tema forte do mais recente jornal PROF.
«Seja por via de "maldades" como o congelamento na carreira ou da aceitação pelas tutelas educativas de problemas como a indisciplina e a violência nas escolas, essa degradação é evidente. Os professores e educadores vivem-na, todos os dias, nas escolas. Conhecem-na e sentem-na melhor do que ninguém. Sofrem-na mesmo.
É chegada a altura de dizer basta e de fazer pressão no sentido de alterar o estado a que chegou a docência e a educação. Entalados entre várias espadas e a parede, os professores escolhem a luta. Por um ensino de qualidade e por resultados escolares que não nos envergonhem na Europa e no Mundo. Por um futuro melhor para o País.» (LER MAIS)
O plenário público de hoje pelo descongelamento da progressão na carreira, junto ao parlamento madeirense, é um desses momentos de luta, a que os professores não podem faltar.
A degradação sócio-laboral e profissional da docência é o tema forte do mais recente jornal PROF.
«Seja por via de "maldades" como o congelamento na carreira ou da aceitação pelas tutelas educativas de problemas como a indisciplina e a violência nas escolas, essa degradação é evidente. Os professores e educadores vivem-na, todos os dias, nas escolas. Conhecem-na e sentem-na melhor do que ninguém. Sofrem-na mesmo.
É chegada a altura de dizer basta e de fazer pressão no sentido de alterar o estado a que chegou a docência e a educação. Entalados entre várias espadas e a parede, os professores escolhem a luta. Por um ensino de qualidade e por resultados escolares que não nos envergonhem na Europa e no Mundo. Por um futuro melhor para o País.» (LER MAIS)
O plenário público de hoje pelo descongelamento da progressão na carreira, junto ao parlamento madeirense, é um desses momentos de luta, a que os professores não podem faltar.
Meu olhar sobre a Índia (7)
Vivekananda Rock Memorial, em Kanyakumari, no ponto mais a sul da Índia (imagem captada a partir do barco)
Os lugares sagrados e de culto, seja em que lugar for do mundo, são iguais quanto à sua essência, independentemente da sua filosofia e dos seus rituais serem mais ou menos coloridos, mais ou menos exóticos. Porque a natureza/condição humana é a mesma, em qualquer ponto do planeta, que ainda por cima é muito pequeno (e cada vez mais pequeno, fruto da globalização).
As religiões, independentemente da opinião que se tenha sobre elas, destinam-se a contrariar a tendência natural do ser humano para o mal. A ideia de Jean-Jacques Rousseau que o «homem é bom por natureza» (bom-selvagem) e que a «sociedade [...] o corrompe» é um idealismo e uma ilusão.
A História da Humanidade está repleta de exemplos, ao nível micro ou macro, que desmentem essa ilusão do homem ser «bom por natureza» do filósofo francês, mesmo que a propensão para o mal não seja igual em todas as pessoas. Há seres humanos com melhor índole natural ou que conseguem aperfeiçoar-se (sublimar-se) ao longo da vida.
O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão encaram os dramas humanos como a vontade ou castigo de Deus. Para as religiões e filosofias orientais, os dramas humanos são uma consequência dos nossos actos presentes e passados.
Seja como for, sendo os dramas humanos consequência da vontade de Deus ou consequência dos actos de cada pessoa, o objectivo é o mesmo: convocar ou pressionar o ser humano à melhoria e a praticar boas acções.
Seja com medo do arbítrio (acção, castigo) de Deus ou com receio da reacção (consequências, efeitos, frutos, retorno) das nossas próprias acções, nesta vida (presente e futura) ou em próximas vidas (reencarnações), o ser humano que seja temente irá sentir-se compelido e pressionado, no sentido de ser virtuoso (agir bem e ser bom).
Nas religiões orientais coloca-se a ênfase no livre arbítrio, responsabilidade e consciência de cada pessoa, para ser melhor e praticar o bem, embora as consequências kármicas e nas vidas futuras (reencarnação) sejam, na prática, como que um castigo, uma penalização, por via do sofrimento, para quem insistir em fazer o mal.
No Judaísmo, no Cristianismo ou no Islão, coloca-se menos ênfase na autonomia, responsabilidade individual e livre arbítrio de cada pessoa, para conduzir a sua vida no sentido do bem. A pessoa é mais dirigida pela entidade divina, superior e exterior, que aplica as consequências a quem conduz uma vida que não seja virtuosa. Em última instância é condenado ao Inferno.
Numa palavra, está subjacente uma pedagogia do medo, seja o medo de consequências das nossas próprias acções ou de consequências por via do castigo directo de Deus.
Nos grandes objectivos, as religiões buscam todas o mesmo. Apenas as diferencia as formas ou métodos de chegar ao mesmo fim: reprimir a tendência natural do homem para o mal / más acções, induzindo o medo das consequências, e ajudá-lo a lidar com a inevitabilidade dos sofrimentos na vida e a morte.
Mas, não bastam as religiões para reprimir essa tendência natural do ser humano para o mal. Quem não temer o castigo divino ou as consequências kármicas, fica “livre” para a prática de más acções.
Assim, o homem, organizado em sociedade, teve de criar leis terrenas para reprimir e dar consequência às más acções. Todavia, as leis terrenas dos homens também não garantem consequência a todas as más acções humanas. O homem e o mundo são imperfeitos...
Os lugares sagrados e de culto, seja em que lugar for do mundo, são iguais quanto à sua essência, independentemente da sua filosofia e dos seus rituais serem mais ou menos coloridos, mais ou menos exóticos. Porque a natureza/condição humana é a mesma, em qualquer ponto do planeta, que ainda por cima é muito pequeno (e cada vez mais pequeno, fruto da globalização).
As religiões, independentemente da opinião que se tenha sobre elas, destinam-se a contrariar a tendência natural do ser humano para o mal. A ideia de Jean-Jacques Rousseau que o «homem é bom por natureza» (bom-selvagem) e que a «sociedade [...] o corrompe» é um idealismo e uma ilusão.
A História da Humanidade está repleta de exemplos, ao nível micro ou macro, que desmentem essa ilusão do homem ser «bom por natureza» do filósofo francês, mesmo que a propensão para o mal não seja igual em todas as pessoas. Há seres humanos com melhor índole natural ou que conseguem aperfeiçoar-se (sublimar-se) ao longo da vida.
O Judaísmo, o Cristianismo e o Islão encaram os dramas humanos como a vontade ou castigo de Deus. Para as religiões e filosofias orientais, os dramas humanos são uma consequência dos nossos actos presentes e passados.
Seja como for, sendo os dramas humanos consequência da vontade de Deus ou consequência dos actos de cada pessoa, o objectivo é o mesmo: convocar ou pressionar o ser humano à melhoria e a praticar boas acções.
Seja com medo do arbítrio (acção, castigo) de Deus ou com receio da reacção (consequências, efeitos, frutos, retorno) das nossas próprias acções, nesta vida (presente e futura) ou em próximas vidas (reencarnações), o ser humano que seja temente irá sentir-se compelido e pressionado, no sentido de ser virtuoso (agir bem e ser bom).
Nas religiões orientais coloca-se a ênfase no livre arbítrio, responsabilidade e consciência de cada pessoa, para ser melhor e praticar o bem, embora as consequências kármicas e nas vidas futuras (reencarnação) sejam, na prática, como que um castigo, uma penalização, por via do sofrimento, para quem insistir em fazer o mal.
No Judaísmo, no Cristianismo ou no Islão, coloca-se menos ênfase na autonomia, responsabilidade individual e livre arbítrio de cada pessoa, para conduzir a sua vida no sentido do bem. A pessoa é mais dirigida pela entidade divina, superior e exterior, que aplica as consequências a quem conduz uma vida que não seja virtuosa. Em última instância é condenado ao Inferno.
Numa palavra, está subjacente uma pedagogia do medo, seja o medo de consequências das nossas próprias acções ou de consequências por via do castigo directo de Deus.
Nos grandes objectivos, as religiões buscam todas o mesmo. Apenas as diferencia as formas ou métodos de chegar ao mesmo fim: reprimir a tendência natural do homem para o mal / más acções, induzindo o medo das consequências, e ajudá-lo a lidar com a inevitabilidade dos sofrimentos na vida e a morte.
Mas, não bastam as religiões para reprimir essa tendência natural do ser humano para o mal. Quem não temer o castigo divino ou as consequências kármicas, fica “livre” para a prática de más acções.
Assim, o homem, organizado em sociedade, teve de criar leis terrenas para reprimir e dar consequência às más acções. Todavia, as leis terrenas dos homens também não garantem consequência a todas as más acções humanas. O homem e o mundo são imperfeitos...
quinta-feira, maio 27, 2010
Vítor Constâncio, à grande e à portuguesa
Fixe. Sou o terceiro mais bem pago do mundo e ando por aí a dizer que é preciso curtar nos salários... dos outros
image origin
«Só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália são mais bem pagos que Vítor Constâncio. O governador do Banco de Portugal, no cargo desde 2000, recebe cerca de 250 mil euros por ano. Ou seja, quase o dobro dos 140 mil euros que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke. As contas foram feitas no final do ano passado pelo "Jornal de Negócios" e indicam que Constâncio ganha 18 vezes o rendimento per capita de Portugal, um dos rácios mais elevados de todos os governadores analisados.» (Ler mais)
Quase o dobro do que ganha o homólogo americano, sem contar com todas as comodidades como despesas de representação etc tal... Agora compare-se a dimensão dos EUA com a dimensão de Portugal...
Uma vergonha.
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«Só os governadores do banco central de Hong Kong e do banco central de Itália são mais bem pagos que Vítor Constâncio. O governador do Banco de Portugal, no cargo desde 2000, recebe cerca de 250 mil euros por ano. Ou seja, quase o dobro dos 140 mil euros que aufere o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke. As contas foram feitas no final do ano passado pelo "Jornal de Negócios" e indicam que Constâncio ganha 18 vezes o rendimento per capita de Portugal, um dos rácios mais elevados de todos os governadores analisados.» (Ler mais)
Quase o dobro do que ganha o homólogo americano, sem contar com todas as comodidades como despesas de representação etc tal... Agora compare-se a dimensão dos EUA com a dimensão de Portugal...
Uma vergonha.
quarta-feira, maio 26, 2010
Pré-sintonizados
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«Conheço muito bem as estratégias conducentes ao pensamento único. Na Guiné, por exemplo, distribuíamos rádios pré-sintonizados. A população local não tinha hipótese de escutar outras mensagens. Ouviam música e a todo o momento, a palavra do governador.»
(Com que então...!)
O problema maior não é a pré-sintonização. É a malta gostar de ouvir a mesma mensagem, isto é, estar na mesma onda. Aliás, já está pré-sintonizada no cérebro, o sonho de qualquer governador omnipresente.
«Conheço muito bem as estratégias conducentes ao pensamento único. Na Guiné, por exemplo, distribuíamos rádios pré-sintonizados. A população local não tinha hipótese de escutar outras mensagens. Ouviam música e a todo o momento, a palavra do governador.»
(Com que então...!)
O problema maior não é a pré-sintonização. É a malta gostar de ouvir a mesma mensagem, isto é, estar na mesma onda. Aliás, já está pré-sintonizada no cérebro, o sonho de qualquer governador omnipresente.
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