segunda-feira, agosto 16, 2010
Meu olhar sobre a Índia (35)
Quarta imagem do maior monumento ao amor, o Taj Mahal. Em puro mármore branco.
domingo, agosto 15, 2010
Ao tempo que não o ouvia
Equal Rights (1977) do rebelde PETER TOSH é um clássico do género e considerado por muitos o seu melhor disco de estúdio. Cada faixa deste segundo álbum a solo é marcante.
segunda-feira, agosto 09, 2010
domingo, agosto 08, 2010
Pequenos Skodas dominam rally
O belga Freddy Loix venceu a 51ª edição do Rali Vinho Madeira. Os três Skodas arrebataram os três primeiros lugares. A imagem documenta a primeira passagem de um deles na Encumeada, na passada sexta-feira.
quarta-feira, agosto 04, 2010
terça-feira, agosto 03, 2010
Auditorium 2
| Espaço dedicado à audição de música, já desmontado, após dez anos de actividade melómana |
segunda-feira, agosto 02, 2010
Acabar com os chumbos, o desenrascanço português
Demasiado romântica e desligada da realidade
Toda a oposição, e muito bem, da esquerda à direita, caiu em cima desta ideia peregrina da ministra da Educação, Isabel Alçada, em acabar com os chumbos (reprovações) no ensino por decreto. Será a maior tentativa de atingir o sucesso escolar forjado, por via administrativa e estatística.
E vou explicar o porquê de ser também contra tal ideia da ministra, apesar de ter a consciência de que, nas maior parte dos casos, a retenção do aluno contribuir para novas reprovações e não para o oposto. Parece contraditória a minha posição, mas veremos que não é. Porque é preciso ter em conta a realidade e o contexto socio-cultural em que nos movemos.
Gostaria que existissem condições para assegurar a não reprovação de alunos. Sem determinadas condições elementares, avançar com tal medida, abolir os chumbos por decreto, é simplesmente um desastre. Será lido pelos portugueses, sobretudo os alunos, como mais um sinal de facilitismo e permissividade. Para trabalhar e estudar ainda menos. O Partido Socialista representa, neste domínio, o pior da esquerda facilitista e permissiva, sem consciência de como funciona a natureza humana e qual a atitude do povo português, em geral, perante a cultura e o trabalho escolar.
Primeiro, para acabar com os chumbos, é preciso ter um caminho alternativo, com condições tais que assegurem que o aluno quando transita de um nível de ensino para o outro, possui de facto os conhecimentos básicos. Se for para passar por passar, um mero acto administrativo, é outro assunto.
Um caminho sério em alternativa ao chumbo, que não seja passar por decreto, exige turmas mais pequenas, mais professores, mais apoios sociais e pedagógicos aos alunos e famílias, mais estudo e trabalho por parte dos alunos e mais acompanhamento por parte dos pais. Ora, nem a sociedade portuguesa está disposta a investir mais e a sério na Educação, nem existe uma cultura de valorização do trabalho escolar.
Marcelo Rebelo de Sousa, disse, e bem, que a questão tinha de ser colocada de outra forma. Se Portugal deve ter (se tem condições para ter) um sistema de ensino igual ao Filandês. A questão não pode colocar-se entre haver ou não chumbos.
Ora, a Filândia, que não tem o atraso de Portugal no ensino, nomeadamente nos níveis de literacia e qualificações, possui um ensino gratuito, uma elevada taxa de leitura, turmas pequenas, em que até ao 6º ano os alunos têm um professor e um ensino tutorial, uma organização das escolas que nada tem a ver com o nosso país, em que os professores são remunerados de outra forma (ao ordenado base soma-se o pagamento por cada tarefa extra) e não têm uma progressão travada por quotas ou vagas como em Portugal.
Além disso, a cultura cívica, a disciplina pessoal e a atitude perante o trabalho intelectual nada têm com Portugal. Uma medida para acabar os chumbos por decreto seria recebido como mais um sinal para os alunos estudarem e trabalharem menos. Sabemos que a pais e alunos, na generalidade, importa é passar de ano, não interessa se o ou a petiz tem o conhecimento. A ministra sabe a quem quer agradar.
Se o sistema de ensino Português já anda com grandes dificuldades com os alunos a transitarem de ano sem atingir os objectivos mínimos (muito mínimos) em três disciplinas, isto entre o 5º e o 9º ano, com mais os facilitismos actualmente existentes no sistema, então imagine-se o que aconteceria se houvesse mais um sinal facilitista como o proposto pela ministra.
No final, como sempre, sobra para os professores. Mesmo que Portugal esteja a anos luz das condições socio-culturais e de trabalho da Filândia, se o romantismo da ministra não resultar é porque os professores são incompetentes... Quem se lixa é o mexilhão.
País da treta... Deveria ser preso quem vende semelhantes ilusões e utiliza o sistema de ensino para o romantismo ou a politiquice. Não só não são presos como ainda lhes é dado o cargo de ministro...
Toda a oposição, e muito bem, da esquerda à direita, caiu em cima desta ideia peregrina da ministra da Educação, Isabel Alçada, em acabar com os chumbos (reprovações) no ensino por decreto. Será a maior tentativa de atingir o sucesso escolar forjado, por via administrativa e estatística.
E vou explicar o porquê de ser também contra tal ideia da ministra, apesar de ter a consciência de que, nas maior parte dos casos, a retenção do aluno contribuir para novas reprovações e não para o oposto. Parece contraditória a minha posição, mas veremos que não é. Porque é preciso ter em conta a realidade e o contexto socio-cultural em que nos movemos.
Gostaria que existissem condições para assegurar a não reprovação de alunos. Sem determinadas condições elementares, avançar com tal medida, abolir os chumbos por decreto, é simplesmente um desastre. Será lido pelos portugueses, sobretudo os alunos, como mais um sinal de facilitismo e permissividade. Para trabalhar e estudar ainda menos. O Partido Socialista representa, neste domínio, o pior da esquerda facilitista e permissiva, sem consciência de como funciona a natureza humana e qual a atitude do povo português, em geral, perante a cultura e o trabalho escolar.
Primeiro, para acabar com os chumbos, é preciso ter um caminho alternativo, com condições tais que assegurem que o aluno quando transita de um nível de ensino para o outro, possui de facto os conhecimentos básicos. Se for para passar por passar, um mero acto administrativo, é outro assunto.
Um caminho sério em alternativa ao chumbo, que não seja passar por decreto, exige turmas mais pequenas, mais professores, mais apoios sociais e pedagógicos aos alunos e famílias, mais estudo e trabalho por parte dos alunos e mais acompanhamento por parte dos pais. Ora, nem a sociedade portuguesa está disposta a investir mais e a sério na Educação, nem existe uma cultura de valorização do trabalho escolar.
Marcelo Rebelo de Sousa, disse, e bem, que a questão tinha de ser colocada de outra forma. Se Portugal deve ter (se tem condições para ter) um sistema de ensino igual ao Filandês. A questão não pode colocar-se entre haver ou não chumbos.
Ora, a Filândia, que não tem o atraso de Portugal no ensino, nomeadamente nos níveis de literacia e qualificações, possui um ensino gratuito, uma elevada taxa de leitura, turmas pequenas, em que até ao 6º ano os alunos têm um professor e um ensino tutorial, uma organização das escolas que nada tem a ver com o nosso país, em que os professores são remunerados de outra forma (ao ordenado base soma-se o pagamento por cada tarefa extra) e não têm uma progressão travada por quotas ou vagas como em Portugal.
Além disso, a cultura cívica, a disciplina pessoal e a atitude perante o trabalho intelectual nada têm com Portugal. Uma medida para acabar os chumbos por decreto seria recebido como mais um sinal para os alunos estudarem e trabalharem menos. Sabemos que a pais e alunos, na generalidade, importa é passar de ano, não interessa se o ou a petiz tem o conhecimento. A ministra sabe a quem quer agradar.
Se o sistema de ensino Português já anda com grandes dificuldades com os alunos a transitarem de ano sem atingir os objectivos mínimos (muito mínimos) em três disciplinas, isto entre o 5º e o 9º ano, com mais os facilitismos actualmente existentes no sistema, então imagine-se o que aconteceria se houvesse mais um sinal facilitista como o proposto pela ministra.
No final, como sempre, sobra para os professores. Mesmo que Portugal esteja a anos luz das condições socio-culturais e de trabalho da Filândia, se o romantismo da ministra não resultar é porque os professores são incompetentes... Quem se lixa é o mexilhão.
País da treta... Deveria ser preso quem vende semelhantes ilusões e utiliza o sistema de ensino para o romantismo ou a politiquice. Não só não são presos como ainda lhes é dado o cargo de ministro...
Calhetense entre os 10 melhores da Europa
Foto: Alexandre Pona/ASF
O português da Madeira, mais expecificamente do concelho da Calheta, Alberto Paulo terminou este domingo a final de 3 mil metros obstáculos em 10.º lugar, com um tempo de 8.28,08 minutos, quatro segundos acima do seu recorde pessoal. O atleta luso ficou a cerca de 20 segundos da dupla francesa que arrebatou os dois lugares iniciais.
Um feito que é motivo de orgulho, em especial para os calhetenses da Madeira, ver Alberto Paulo chegar tão longe. Para a frente é o caminho. Esperemos que, embora seja muito difícil atingir o topo, a evolução possa acontecer, já com os próximos Jogos Olímpicos em mente. Para isso, o atleta terá de ir à procura das melhores condições de treino lá fora, porque a Madeira já se tornou pequena demais para o seu talento. E não deverão faltar propostas nesse sentido, depois de prestações como esta em Barcelona, que provam o potencial do atleta.
O português da Madeira, mais expecificamente do concelho da Calheta, Alberto Paulo terminou este domingo a final de 3 mil metros obstáculos em 10.º lugar, com um tempo de 8.28,08 minutos, quatro segundos acima do seu recorde pessoal. O atleta luso ficou a cerca de 20 segundos da dupla francesa que arrebatou os dois lugares iniciais.
Um feito que é motivo de orgulho, em especial para os calhetenses da Madeira, ver Alberto Paulo chegar tão longe. Para a frente é o caminho. Esperemos que, embora seja muito difícil atingir o topo, a evolução possa acontecer, já com os próximos Jogos Olímpicos em mente. Para isso, o atleta terá de ir à procura das melhores condições de treino lá fora, porque a Madeira já se tornou pequena demais para o seu talento. E não deverão faltar propostas nesse sentido, depois de prestações como esta em Barcelona, que provam o potencial do atleta.
terça-feira, julho 27, 2010
Mais uma "bomba" da Wikileaks
Julian Assange, de nacionalidade australiana, é o expoente maior do "activismo hacker", expondo a vida de governos e corporações através da Wikileaks, fundada em 2007, para uma maior transparência dos actos, redução da corrupção e fortalecimento das democracias. Desta feita foram divulgados 92 mil documentos sobre a campanha dos Estados Unidos no Afeganistão.
«We propose that authoritarian governments, oppressive institutions and corrupt corporations should be subject to the pressure, not merely of international diplomacy, freedom of information laws or even periodic elections, but of something far stronger — the consciences of the people within them.»
Foto: Reuters
«We propose that authoritarian governments, oppressive institutions and corrupt corporations should be subject to the pressure, not merely of international diplomacy, freedom of information laws or even periodic elections, but of something far stronger — the consciences of the people within them.»
Foto: Reuters
sábado, julho 24, 2010
Meu olhar sobre a Índia (32)
Taj Mahal, o maior monumento ao amor. É de facto impressionante. Tudo em mármore branco. Um local de Delhi aconselhou a ver o monumento numa noite de lua cheia, pelo efeito que produz sobre o mármore branco.
quinta-feira, julho 22, 2010
Mais uma escola (coração de uma comunidade) que fecha
Comunidade assiste à festa de encerramento do ano lectivo, em Junho findo, que viria a ser, afinal, a última
«Até Junho passado, a Escola do Jardim do Mar era o mais 'pequeno' estabelecimento de ensino do 1º Ciclo da Região», começa hoje por dizer o Diário, que torna público o encerramento daquela escola. No ano lectivo que agora terminou teve sete alunos. O pré-escolar encerrara no ano anterior.
Segundo explicou ao DIÁRIO o director regional do Planeamento e Recursos Educativos, Gonçalo Nuno Araújo, "as famílias dos pouquíssimos alunos restantes optaram e muito bem pela EB1 com PE do Estreito da Calheta onde encontrarão integração social, colegas e novas e melhores instalações. Pela primeira vez poderão saber o que é poder integrar uma equipa de futebol que concorre nos Campeonatos Escolares ou uma actividade artística de grupo. O que antes lhes estava vedado por… falta de colegas", acrescenta.
Estas vantagens ao nível da socialização e de oferta de actividades de enriquecimento curricular da escola a temnpo inteiro não seduziram os pais do Jardim do Mar há uns anos atrás (em 2008 a cena repetiu-se: Jardim do Mar decide manter escola). Recordar ainda O coração de uma comunidade.
Os pais do Jardim do Mar, com a Junta de Freguesia do seu lado, quiseram então os filhos na comunidade o dia todo, mesmo numa escola sem as condições modernas de outras. Mas, também sem alguns problemas de outras. Só o actual número reduzido de alunos levou os pais à rendição. Não foram seduzidos pelas vantagens da escola a tempo inteiro.
Disseram ao então Secretário Regional da Educação, Francisco Santos, há cerca de doze anos, que preferiam uma menor estimulação dos seus filhos (com a informática, o inglês, entre outras modalidades oferecidas nas escolas grandes e modernas) em favor de um desenvolvimento pessoal e social mais sereno, equilibrado e inserido na comunidade. Se todos os ganhos não eram possíveis, os pais optaram por defender aquilo que consideravam ser mais importante. Relativizavem, assim, certas vantagens da escola a tempo inteiro.
Agora, perante os cinco ou seis alunos que restariam este ano, ninguém contestou o fecho da escola. É a baixa de natalidade e a dificuldade de os casais jovens se instalarem na freguesia (custo da habitação) a marcar o destino deste estabelecimento de ensino.
As crianças foram já matriculadas então no Estreito da Calheta. O grande problema prende-se com o facto dessas crianças terem de circular duas vezes ao dia na estrada de acesso ao Jardim do Mar, com queda de pedras muito frequente (ver por favor o post Derrocadas frequentes no acesso ao Jardim do Mar e Pául do Mar 7).
Como pai de uma filha que fequentou a escola do Jardim do Mar até este ano, estou satisfeito por isso ter sido possível. Numa escola maior, o que mais me preocupa é a indisciplina, que não deixa os professores ensinarem nem os restantes alunos aprenderem. É um factor com peso significativo nos números do insucesso escolar. Que não pode ser mais ignorado (hoje é aprovado um Estatuto do Aluno no Continente que dá alguns sinais de mais exigência e menos facilitismo nos comportamentos e atitudes do estudante perante os outros e as tarefas escolares).
«Até Junho passado, a Escola do Jardim do Mar era o mais 'pequeno' estabelecimento de ensino do 1º Ciclo da Região», começa hoje por dizer o Diário, que torna público o encerramento daquela escola. No ano lectivo que agora terminou teve sete alunos. O pré-escolar encerrara no ano anterior.
Segundo explicou ao DIÁRIO o director regional do Planeamento e Recursos Educativos, Gonçalo Nuno Araújo, "as famílias dos pouquíssimos alunos restantes optaram e muito bem pela EB1 com PE do Estreito da Calheta onde encontrarão integração social, colegas e novas e melhores instalações. Pela primeira vez poderão saber o que é poder integrar uma equipa de futebol que concorre nos Campeonatos Escolares ou uma actividade artística de grupo. O que antes lhes estava vedado por… falta de colegas", acrescenta.
Estas vantagens ao nível da socialização e de oferta de actividades de enriquecimento curricular da escola a temnpo inteiro não seduziram os pais do Jardim do Mar há uns anos atrás (em 2008 a cena repetiu-se: Jardim do Mar decide manter escola). Recordar ainda O coração de uma comunidade.
Os pais do Jardim do Mar, com a Junta de Freguesia do seu lado, quiseram então os filhos na comunidade o dia todo, mesmo numa escola sem as condições modernas de outras. Mas, também sem alguns problemas de outras. Só o actual número reduzido de alunos levou os pais à rendição. Não foram seduzidos pelas vantagens da escola a tempo inteiro.
Disseram ao então Secretário Regional da Educação, Francisco Santos, há cerca de doze anos, que preferiam uma menor estimulação dos seus filhos (com a informática, o inglês, entre outras modalidades oferecidas nas escolas grandes e modernas) em favor de um desenvolvimento pessoal e social mais sereno, equilibrado e inserido na comunidade. Se todos os ganhos não eram possíveis, os pais optaram por defender aquilo que consideravam ser mais importante. Relativizavem, assim, certas vantagens da escola a tempo inteiro.
Agora, perante os cinco ou seis alunos que restariam este ano, ninguém contestou o fecho da escola. É a baixa de natalidade e a dificuldade de os casais jovens se instalarem na freguesia (custo da habitação) a marcar o destino deste estabelecimento de ensino.
As crianças foram já matriculadas então no Estreito da Calheta. O grande problema prende-se com o facto dessas crianças terem de circular duas vezes ao dia na estrada de acesso ao Jardim do Mar, com queda de pedras muito frequente (ver por favor o post Derrocadas frequentes no acesso ao Jardim do Mar e Pául do Mar 7).
Como pai de uma filha que fequentou a escola do Jardim do Mar até este ano, estou satisfeito por isso ter sido possível. Numa escola maior, o que mais me preocupa é a indisciplina, que não deixa os professores ensinarem nem os restantes alunos aprenderem. É um factor com peso significativo nos números do insucesso escolar. Que não pode ser mais ignorado (hoje é aprovado um Estatuto do Aluno no Continente que dá alguns sinais de mais exigência e menos facilitismo nos comportamentos e atitudes do estudante perante os outros e as tarefas escolares).
Oxalá o aterro páre estas ondas
A propósito ainda do post anterior e de um comentário ao mesmo (Marina do Lugar de Baixo com viabilidade à vista 50 milhões depois?) ficam estas imagens para cada qual pensar se o aterro que está a ser construído junto ao molhe da marina será capaz de travar esta imensa massa de água.
Parece-me que o melhor será fazer com que estas ondas quebrem antes de chegar ao molhe da marina e assim evitar-se que projectem tamanha energia sobre a construção. O recife artificial submerso a montante da marina poderá apresentar o melhor potencial.
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