sábado, outubro 16, 2010
How to live before you die
«Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've encountered to help me make the big choices in life. (...) You are already naked. There is no reason not to follow your heart. (...) Have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary. (...) "Stay hungry. Stay foolish".» (Steve Jobs)
sexta-feira, outubro 15, 2010
O seio esquerdo de r.p.
"O Seio Esquerdo de R.P." é um dos meus temas favoritos do novo disco de Mão Morta, «Pesadelo em Peluche».
A cadência, a linha de baixo, a voz declamante de Adolfo, a letra: «reconheci o seio esquerdo de r.p., a que a velocidade imprimia convulsões orgásticas de desconhecida intensidade, e as pernas roliças de a.m., em pujantes tesouradas de feroz carnalidade.»
"O Seio Esquerdo de R.P." é um dos meus temas favoritos do novo disco de Mão Morta, «Pesadelo em Peluche».
A cadência, a linha de baixo, a voz declamante de Adolfo, a letra: «reconheci o seio esquerdo de r.p., a que a velocidade imprimia convulsões orgásticas de desconhecida intensidade, e as pernas roliças de a.m., em pujantes tesouradas de feroz carnalidade.»
domingo, outubro 03, 2010
Sociedade portuguesa é uma sociedade montada na fachada
«O facilitismo começa desde o jardim de infância. Nós estamos a assistir à construção de uma debacle nacional. Estamos a mentir às pessoas»
Discursos dessassombrados como o recente discurso do Frei Fernando Ventura (aqui deixamos uma síntese da recente entrevista na SIC Notícias) são importantes pelo realismo que encerra, mas como são dolorosos para as consciências (a injecção de realidade é bem dura) tendem a ser vistos como algo próximo do demencial... E as pessoas desligam. Porque não interessa a realidade. É mais fácil continuar a acreditar na ilusão.
Um sociedade montada no faz de conta é uma mentira e nada se pode construir sem alicerces sólidos. A escola e a educação dos mais novos, das gerações futuras, assenta também sobre uma mentira. E criamos analfabetos, gente que não pensa, gente sem referências e valores, sem memória colectiva, sem capacidade de assumir as suas responsabilidades e de comandar o seu destino.
Temos demasiados denunciadores e não temos anunciadores
«Em nome da defesa do povo, em nome da defesa dos direitos dos trabalhadores vamos ouvindo grandes discursos inflamados, mas estamos a assistir simplesmente a jogos de poder que não vão resolver a vida dos pobres. Que não vão criar, sobretudo, aquilo que é urgente criar no sentido de solidariedade e coesão nacional. O que se apela é sempre à fractura, é sempre e só à explosão social.»
«A greve geral [já anunciada para 24 de Novembro] é uma catarse colectiva mas não vai mudar nada porque não há volta a dar. O caminho é só para a frente. E para a frente sempre a subir. Temos demasiados denunciadores e não temos anunciadores. Os que temos mentem. O caminho tem de ser a o da construção de uma consciência social e de uma consciência colectiva de co-responsabilidade social. […] Este é o momento, não da aparição de nenhum messias, mas da aparição de gente capaz de formar opinião, gente capaz de formar consciência, gente capaz de gritar que o rei vau nu por muito engravatado que esteja. Que a altura é de mudar e de mudar as estruturas podres que nos conduziram até aqui.» Para mudarmos de modelo as pessoas terão de fazer a discussão das garantias do Estado que nos trouxeram até aqui. Mas assustam-se e temem as alternativas.
Sonhar espaços novos
«Crise é momento de começar a sonhar espaços novos. Estamos a enfrentar desafios novos com soluções velhas. Estamos a enfrentar situações terrivelmente complicadas para tantíssima gente com os mesmo profissionais da política, que nos trouxeram até aqui. Seria este o tempo de despedirmos os políticos profissionais para colocarmos profissionais na política. […] Não temos líderes em Portugal. Não temos gente para galvanizar para um projecto de construção social e para um projecto de consciência comunitária da vida.»
Escola: cultura de fachada e excesso de facilitismo
«Houve excesso de garantismo e facilitismo. E o facilitismo começa desde o jardim de infância. Nós estamos a assistir às construção de uma debacle nacional. Nós estamos a montar uma escola que, teoricamente e por ironia da estupidez, é possível chegar à universidade sem quase saber escrever. Estamos a mentir às pessoas, não estamos a dar um futuro aos nossos jovens. Pior do que isso, estamos a construir uma sociedade montada na fachada. Vivemos para o penacho, vivemos para o exterior. Estamos a formar ou a deformar gerações que vão ser o futuro. Desta nossa terra. Estão a crescer sem bases, sem valores. […] Estamos a criar gerações de monstros. Gerações de gente sem memória e sem história. Quando a memória e a história não se encontram temos os cataclismos sociais. É a partir da educação que esta estrutura tem de mudar por dentro.»
«Temos esta cultura que alguém há-de resolver. É este fatalismo nosso, tinha que ser assim. Não posso fazer nada para mudar o meu destino. E isto metido numa situação de um país de um nível cultural baixíssimo… Estamos outra vez nesta espécie de mentira colectiva das Novas Oportunidades. Novas Oportunidades de quê? De coisa nenhuma. Vamos dar um canudo às pessoas mas não vamos construir uma consciência social. Esta é outra das desgraças nacionais. Vivemos para a fachada.»
Duas notas pessoais:
1. Frei Fernando Ventura diz que nos falta líder. Todavia, é preciso ter cuidado para não cair no sebastianismo que o próprio critica. Não podemos ficar à espera de um messias, de um líder que nos resgaste da crise e nos salve. Temos de fazer, ca um de nós, o que nos cabe e não responsabilizar apenas os líderes por tudo.
2. Sobre a incapacidade de reacção é bom fazer notar que a capacidade de aceitação é importante para lidarmos com as dificuldades que não controlamos, mas o problema é abdicarmos de assumirmos a nossa quota parte de responsabilidade na construção do País. Deixamo-nos governar mal.
Meu olhar sobre a Índia (37)
Espectáculo de dança e música clássica indianas, em Delhi, que tive o gosto de assistir em Abril findo.
terça-feira, setembro 28, 2010
Entrevista a Camané
Entrevista de Camané, esta terça-feira, no Jornal I. Foi aconselhado a fazer uma operação ao nariz e lutou contra a dependência de drogas. Hoje, é um dos maiores nomes do fado e tem novo disco: "Do Amor e dos Dias"
terça-feira, setembro 21, 2010
Dia sem Diário é dia sem "oposição" 3
O Diário, "pela sua própria posição - e pela posição do Jornal da Madeira - acaba por ser a mais forte oposição da Madeira. É mais oposição ao Governo [Regional] do que qualquer dos partidos da oposição, no sentido em que é mais contundente, mais eficiente, do que eles são". Confirma assim Marcelo Rebelo de Sousa no Diário de 21.09.2010 a tese e realidade que aqui já tinham sido defendidas aqui pelo rapaz: Dia sem Diário é dia sem "opisição" 1 (2006); Dia sem Diário é dia sem "oposição" 2 (2007)
Para Marcelo, continua a relatar o jornal citado, "há razão naqueles que dizem que o Governo Regional, ao apoiar o Jornal da Madeira, está a apoiar a causa própria, há razão no Governo Regional da Madeira quando diz que o JM lhe é útil, na medida em que é uma forma de defesa perante a mais inteligente forma de oposição que existe na Madeira, que é o Diário de Notícias da Madeira". Diria que o Diário já teve dias mais eficazes, mas logo se vê o que o futuro aguarda em termos de voltar a ter a informação que o distinguia de qualquer outro órgão de informação.
A situação da comunicação social na Região, admitiu o professor, "é original, muito original": haver um partido há tantos anos no poder e que "não tem oposição partidária significativa", sendo a "única oposição eficaz (...) um órgão de informação".
As declarações vêm a propósito da recente decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), desfavorável à forma como o Governo Regional vem apoiando o 'Jornal da Madeira'.
Marcelo Rebelo de Sousa considera anómala, em democracia a situação da comunicação social na Madeira. Na leitura que faz da mesma, o professor refere que "todos têm razão, e ninguém tem razão". Esta é, disse, "uma situação um pouco anormal e patológica, como é anormal e patológico esse governo e esse partido terem um órgão de informação para seu apoio, ou sua defesa, ou explicação das suas posições. As duas coisas não são muito normais nas sociedades democráticas".
"O 'Jornal da Madeira', na medida em que tem um apoio do Governo Regional que se tem estendido ao longo de décadas, acaba por ser, não direi um porta-voz, mas muito sensível às posições do PSD-M e do Governo Regional da Madeira. Isso parece-me uma coisa incontroversa", conclui Marcelo Rebelo de Sousa.
O JM esclarece hoje (22.09.2010) que as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa foram as seguintes: «O JM está muito próximo das posições do Governo Regional…O Diário de Notícias da Madeira é a mais forte oposição que existe na Madeira, é mais forte do que qualquer dos partidos da oposição, o que é uma situação que não é muito vulgar numa sociedade democrática…São duas situações patológicas e originais»
Recorde-se:
Dia sem Diário é dia sem "oposição" 1 (2006)
Dia sem Diário é dia sem "oposição" 2 (2007)
Para Marcelo, continua a relatar o jornal citado, "há razão naqueles que dizem que o Governo Regional, ao apoiar o Jornal da Madeira, está a apoiar a causa própria, há razão no Governo Regional da Madeira quando diz que o JM lhe é útil, na medida em que é uma forma de defesa perante a mais inteligente forma de oposição que existe na Madeira, que é o Diário de Notícias da Madeira". Diria que o Diário já teve dias mais eficazes, mas logo se vê o que o futuro aguarda em termos de voltar a ter a informação que o distinguia de qualquer outro órgão de informação.
A situação da comunicação social na Região, admitiu o professor, "é original, muito original": haver um partido há tantos anos no poder e que "não tem oposição partidária significativa", sendo a "única oposição eficaz (...) um órgão de informação".
As declarações vêm a propósito da recente decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), desfavorável à forma como o Governo Regional vem apoiando o 'Jornal da Madeira'.
Marcelo Rebelo de Sousa considera anómala, em democracia a situação da comunicação social na Madeira. Na leitura que faz da mesma, o professor refere que "todos têm razão, e ninguém tem razão". Esta é, disse, "uma situação um pouco anormal e patológica, como é anormal e patológico esse governo e esse partido terem um órgão de informação para seu apoio, ou sua defesa, ou explicação das suas posições. As duas coisas não são muito normais nas sociedades democráticas".
"O 'Jornal da Madeira', na medida em que tem um apoio do Governo Regional que se tem estendido ao longo de décadas, acaba por ser, não direi um porta-voz, mas muito sensível às posições do PSD-M e do Governo Regional da Madeira. Isso parece-me uma coisa incontroversa", conclui Marcelo Rebelo de Sousa.
O JM esclarece hoje (22.09.2010) que as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa foram as seguintes: «O JM está muito próximo das posições do Governo Regional…O Diário de Notícias da Madeira é a mais forte oposição que existe na Madeira, é mais forte do que qualquer dos partidos da oposição, o que é uma situação que não é muito vulgar numa sociedade democrática…São duas situações patológicas e originais»
Recorde-se:
Dia sem Diário é dia sem "oposição" 1 (2006)
Dia sem Diário é dia sem "oposição" 2 (2007)
A invenção do amor de Daniel Filipe
Lembro-me de, na idade susceptível da adolescência, ter-me deparado com "A Invenção do Amor" de Daniel Filipe, numa biblioteca da Gulbenkian, num Verão tórrido. Fiquei impressionado, nunca mais o esqueci e depois comprei o livro. Não conhecia o vídeo.
quarta-feira, setembro 15, 2010
Momento Zen da ministra
A mensagem da Ministra da Educação, Isabel Alçada, ficará para a história. Deixou bem à mostra como não existe a consciência da realidade nem sentido prático na resolução dos problemas.
Este tipo de discurso paternalista e condescendente ilustra bem o irrealismo com que se enfrentam os problemas da Educação neste país, em lugar de se tomar as medidas que precisam de ser tomadas.
É com falinhas mansas e paternalistas que se resolve, por exemplo, o grave problema da indisciplina nas salas de aula, que perturba imenso o processo de ensino e de aprendizagem?
É o facilitismo e a permissividade que é a solução? É com sorrisos, alegria e optimismo que tudo se resolve? Estou farto deste romantismo, facilistismo e permissividade a dar cabo da Educação.
segunda-feira, setembro 06, 2010
Meu olhar sobre a Índia (36)
Quinta imagem do maior monumento ao amor, o Taj Mahal, construído em puro mármore branco. Vista lateral. O chão vermelho à volta salienta ainda mais o edifício.
sábado, setembro 04, 2010
Ao tempo que não o ouvia
MONA KI NGI XIÇA
(The Child I’m Leaving Behind)
(Barceló de Carvalho “Bonga”) Bonga - 1972
Attention! I’m in mortal danger
And I’ve already warned you
She will stay here and I will go away
This child of mine
Evil people are after her
This child of mine
On a tide of misfortune
God gave me this offspring
That I brought into the world
And she will stay here
When I am gone
sexta-feira, setembro 03, 2010
Ao tempo que não o ouvia
Num ápice sou emocionalmente atirado para os anos 80, altura em que passei dois anos a ouvir Pink Floyd de forma massiva.
quinta-feira, setembro 02, 2010
De tanto beijarem os cus já ninguém quer estudar
Shunnoz Fiel dos Santos, pensólogo, poeta e sofredor profissional angolano diz que «de tanto beijarem os cus já ninguém quer estudar». Achei interessante nas vésperas de mais um ano lectivo. Quem beija cu (tem cunha) não precisa estudar... Explicará uma parte dos indisciplinados e preguiçosos nas salas de aula por esta ilha fora... Não será apenas em Angola que não se sobrevive sem beijar o cu... por aqui também se opta por sobreviver beijando cu...
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