«Alguém tem de se manter calmo neste manicómio» G. K. Chesterton

Sábado, Maio 22, 2010

Tinha saudades tuas, Adolfo (1)

foto miguel pedro / design gráfico andreia alves mendes

«É uma criatura incompreensível... um excelente rapaz... um grande artista...» (Loucura, Mário de Sá-Carneiro, Alma Azul, p.11)

Tinha saudades tuas, Adolfo.
Tinha saudades da tua voz declamada, sombria, alternativa... confortante.

Tinha saudades do mundo e do imaginário dos Mão Morta. Original, fora dos costumes e do convencional.

Ainda bem que existes Adolfo, a quebrar a quotidianidade, os brandos costumes e a convencionalidade das massas, neste Portugal à beira da bancarrota.

Adoro o novo Pesadelo em Peluche. E adoro estas antíteses, como a do título, porque a realidade é...

contraditória,
inexacta,
ambivalente,
ambígua,
relativa,
complexa,
paradoxal,
mesmo irracional.

Adolfo, tu expandes-me a existência.
Mão Morta, vocês elevam-me os níveis de serotonina.

Convosco sinto-me em casa.
Tenho vertigens, sinto-me embriagado.
Ou inebriado, como gostas de dizer, Adolfo.

Recorde-se:
Primavera de Destroços
«A buganvília a tingir-se de vermelho trepando»

0 comments:

Enviar um comentário