Javier Urra tocou na ferida com O Pequeno Ditador |
«[O]s pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.» (...) [F]az todo o sentido (...) que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.» (Ler mais: Por que as crianças francesas não têm déficit de atenção)
E no estilo da família portuguesa?... Quem se atreve a contrariar a ortodoxia da criança-rei, em que se deixa o menino ou menina fazer tudo o que é ditado pelas suas pulsões narcisistas?... Algumas pistas aqui: Crianças-Rei (petits dictateurs) e a Gaiola Dourada.
Ainda propósito:
O pequeno ditador é alguém que aprendeu que pode impor a sua vontade
O importante é a «formação do professor ou se este é competente», mas, erradamente, o «que os pais querem saber é se a criança gosta do docente e vice-versa» (o que é um tiro ao lado em termos do enfoque do trabalho académico, isto é, do processo de aprendizagem. Até a questão da vivência afectiva se transfere para a escola...)
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